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Refluxo gastroesofágico: causas, sintomas e cirurgia

03/08/2026 - 12:00

Azia, queimação e regurgitação estão entre os principais sintomas do refluxo gastroesofágico. Essas manifestações podem ocorrer de forma recorrente e comprometer a alimentação, o sono e a rotina, especialmente quando persistem mesmo com o uso de medicamentos.

O refluxo gastroesofágico (DRGE) possui diferentes possibilidades de tratamento, definidas conforme a intensidade dos sintomas, a resposta aos medicamentos e as alterações identificadas nos exames. Em casos selecionados, a cirurgia pode ser considerada para controlar a doença.

Neste conteúdo, você entenderá por que a DRGE ocorre, quais sinais exigem investigação, como o diagnóstico é realizado e quando o tratamento cirúrgico pode ser indicado. O Dr. Carlos Obregon, cirurgião do aparelho digestivo em São Paulo, atua na avaliação e no tratamento cirúrgico da condição.

Dr. Carlos Obregon, o seu refluxo gastroesofágico em São Paulo

O que caracteriza o refluxo gastroesofágico?

O retorno ocasional do conteúdo do estômago ao esôfago pode ocorrer após as refeições sem provocar sintomas persistentes ou lesões. A DRGE é identificada quando esse mecanismo se torna frequente, incômodo ou capaz de comprometer a mucosa esofágica.

Quando o refluxo deixa de ser fisiológico?

Pequenos episódios de refluxo podem acontecer em pessoas saudáveis, principalmente após refeições volumosas. Nesses casos, o conteúdo gástrico retorna por pouco tempo, sem causar danos relevantes ao esôfago.

O refluxo gastroesofágico passa a ser considerado uma doença quando provoca sintomas recorrentes, afeta a rotina ou causa alterações na mucosa esofágica. O diagnóstico depende da frequência, da duração e das consequências desses episódios.

Por isso, a presença isolada de azia não confirma a DRGE. A avaliação considera o histórico clínico, a resposta ao tratamento e, quando necessário, os resultados dos exames.

Como diferenciar azia, refluxo e DRGE?

  • Azia é a sensação de queimação atrás do esterno, 
  • Refluxo é o retorno do conteúdo do estômago ao esôfago
  • Doença do refluxo gastroesofágico corresponde à condição crônica em que esse fenômeno provoca sintomas persistentes ou lesões.

Uma queimação ocasional após uma refeição pesada pode não indicar doença. Entretanto, sintomas que se repetem durante semanas, interferem no sono ou exigem uso frequente de medicamentos devem ser investigados.

A frequência e a persistência ajudam a identificar quando o refluxo gastroesofágico exige avaliação médica. Essa distinção orienta a escolha dos exames e evita tratamentos desnecessários.

Reconhecer a frequência dos sintomas ajuda a diferenciar episódios ocasionais de refluxo gastroesofágico da DRGE. Quando a queimação ou a regurgitação se tornam recorrentes, a avaliação médica pode esclarecer o diagnóstico e orientar o tratamento.

Quais são as causas do refluxo gastroesofágico?

O refluxo gastroesofágico resulta da combinação de alterações funcionais, fatores anatômicos e aumento da pressão sobre o estômago. Identificar o mecanismo predominante ajuda a definir o tratamento mais adequado para cada caso.

Perda de eficiência da barreira antirrefluxo

A barreira antirrefluxo é formada pelo esfíncter esofágico inferior, pelo diafragma e pela posição da junção entre o esôfago e o estômago. O funcionamento integrado dessas estruturas impede que o conteúdo gástrico retorne ao esôfago.

Portanto, a DRGE não decorre apenas de um esfíncter permanentemente enfraquecido. Em muitos casos, a pressão permanece normal, mas ocorrem relaxamentos transitórios fora da deglutição, permitindo a passagem do conteúdo gástrico.

Por isso, uma pressão normal no esfíncter não exclui o refluxo gastroesofágico. A avaliação deve considerar o funcionamento da junção, a anatomia local, a frequência dos episódios e a capacidade de o esôfago eliminar o material refluído.

A causa do refluxo no estômago, expressão usada com frequência pelos pacientes, não corresponde a um único problema: pode envolver alterações funcionais, fatores anatômicos e condições que aumentam a pressão abdominal.

Hérnia de hiato

A hérnia de hiato ocorre quando parte do estômago atravessa o hiato diafragmático e se desloca em direção ao tórax. Essa alteração modifica a posição da junção esofagogástrica e reduz a eficiência da barreira antirrefluxo.

A relação entre hérnia de hiato e refluxo é frequente, mas a presença da hérnia não confirma, isoladamente, a DRGE. O tamanho da alteração, os sintomas e os resultados dos exames devem ser analisados em conjunto.

Influência da obesidade

O excesso de gordura abdominal aumenta a pressão sobre o estômago e pode favorecer o retorno do conteúdo gástrico. Nos pacientes com sobrepeso ou obesidade, a redução de peso costuma integrar o tratamento e pode diminuir a frequência dos sintomas.

Alimentação, álcool e tabagismo

Alguns alimentos e bebidas, como frituras, chocolate, café, álcool e menta, podem desencadear ou agravar sintomas em pessoas suscetíveis. As restrições devem ser individualizadas, de acordo com a relação observada entre o consumo e as manifestações.

Além disso, o tabagismo também pode prejudicar os mecanismos de proteção do esôfago e favorecer a persistência do ácido na mucosa. A interrupção do hábito integra as medidas recomendadas para o controle da doença.

Gravidez

Durante a gestação, as alterações hormonais podem reduzir a eficiência da barreira antirrefluxo. Além disso, o crescimento do útero aumenta a pressão abdominal, favorecendo azia e regurgitação.

Na maioria dos casos, os sintomas diminuem após o parto. O tratamento durante a gravidez deve ser definido em conjunto com o obstetra, considerando a intensidade das manifestações e a segurança das medidas adotadas.

As causas do refluxo gastroesofágico variam conforme fatores funcionais, anatômicos e comportamentais. Quando os sintomas persistem ou interferem na rotina, a avaliação com um cirurgião do aparelho digestivo ajuda a identificar o mecanismo envolvido e orientar o tratamento.

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Quais são os sintomas do refluxo gastroesofágico?

O refluxo gastroesofágico pode causar manifestações no esôfago e em outras regiões, como garganta e vias respiratórias. A frequência, o horário e os fatores que agravam os sintomas ajudam a orientar a investigação.

Sintomas típicos

Azia, também chamada de pirose, e regurgitação são os sintomas mais característicos. A queimação costuma ser percebida atrás do esterno, enquanto a regurgitação corresponde ao retorno de conteúdo ácido ou alimentar até a boca.

Essas manifestações podem piorar após as refeições, ao se deitar ou durante atividades que aumentam a pressão abdominal. A relação com a alimentação e a posição corporal contribui para a avaliação clínica.

Contudo, a intensidade da azia não indica, isoladamente, a gravidade da doença. Algumas pessoas apresentam lesões no esôfago com poucos sintomas, enquanto outras relatam queimação intensa sem alterações significativas na mucosa.

Sintomas esofágicos e extraesofágicos

O refluxo gastroesofágico também pode estar associado a tosse crônica, rouquidão, pigarro, sensação de nó na garganta e piora de sintomas respiratórios, principalmente durante a noite.

Soluços persistentes e alterações na cavidade oral também podem coexistir com o refluxo, mas exigem investigação de outras causas. A associação deve ser confirmada antes de atribuir essas manifestações exclusivamente à doença.

Além destes sintomas, tosse, rouquidão e piora da asma podem levar o paciente a procurar inicialmente um pneumologista ou otorrinolaringologista. Essa avaliação é adequada, pois diferentes doenças podem provocar manifestações semelhantes.

Quando os sintomas persistem apesar do tratamento habitual, o refluxo gastroesofágico pode ser considerado no diagnóstico diferencial. A investigação deve reunir o histórico clínico e, quando indicado, exames específicos. Diante de manifestações recorrentes, a avaliação com um cirurgião do aparelho digestivo pode orientar os exames e o tratamento adequado.

Como é feita a investigação diagnóstica?

O diagnóstico considera os sintomas, a resposta ao tratamento e os resultados dos exames. A escolha dos métodos depende da apresentação clínica, da presença de sinais de alarme e da possibilidade de tratamento cirúrgico.

Endoscopia digestiva alta

A endoscopia permite avaliar a mucosa do esôfago, identificar esofagite e detectar complicações, como o esôfago de Barrett. Também contribui para excluir outras doenças capazes de causar sintomas semelhantes.

Um resultado normal, porém, não afasta o refluxo gastroesofágico, pois a doença pode ocorrer sem lesões visíveis. Por isso, a endoscopia avalia principalmente as consequências do refluxo e deve ser interpretada em conjunto com o quadro clínico.

pHmetria esofágica de 24 horas

A pHmetria esofágica registra a exposição do esôfago ao ácido durante 24 horas e verifica a relação entre os episódios identificados e os sintomas relatados pelo paciente.

O exame é especialmente útil quando a endoscopia está normal, os sintomas são atípicos ou há dúvida diagnóstica. Antes da cirurgia, pode fornecer evidências objetivas da doença quando os exames anteriores não demonstram alterações conclusivas.

Manometria esofágica

A manometria avalia a motilidade do esôfago e o funcionamento dos esfíncteres. Embora não confirme a doença isoladamente, ajuda a excluir distúrbios motores e orienta o posicionamento adequado do equipamento utilizado na pHmetria.

No planejamento cirúrgico, o exame fornece informações sobre a capacidade de contração do esôfago. Alterações de motilidade devem ser analisadas com os demais achados, pois não determinam, de forma isolada, o tipo de fundoplicatura.

Teste terapêutico com medicamentos

Em pacientes com sintomas típicos e sem sinais de alarme, o médico pode indicar um período de tratamento com inibidor da bomba de prótons. A melhora dos sintomas reforça a suspeita clínica, mas não confirma o diagnóstico de maneira definitiva.

Quando os sintomas persistem, retornam após a suspensão do medicamento ou apresentam características atípicas, exames complementares podem ser necessários. Nesses casos, a orientação de um especialista ajuda a direcionar a investigação de forma mais precisa e segura. 

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Como são classificados os graus de esofagite?

Quando a endoscopia identifica lesões causadas pelo conteúdo gástrico, sua extensão pode ser registrada pela classificação de Los Angeles. Esse sistema padroniza os graus de esofagite erosiva e facilita a definição do tratamento e do acompanhamento.

O que é a classificação de Los Angeles?

A classificação considera as erosões observadas na mucosa do esôfago, chamadas de rupturas mucosas. O grau é definido pelo tamanho das lesões, pela continuidade entre as pregas esofágicas e pela proporção da circunferência comprometida.

Grau Achado na endoscopia Interpretação
A Uma ou mais erosões de até 5 mm, sem ligação entre duas pregas Comprometimento limitado
B Uma ou mais erosões maiores que 5 mm, sem ligação entre duas pregas Comprometimento mais extenso, ainda localizado
C Erosões contínuas entre duas ou mais pregas, envolvendo menos de 75% da circunferência Esofagite erosiva grave
D Erosões envolvendo 75% ou mais da circunferência Esofagite erosiva extensa

O que os graus indicam sobre a doença?

Os graus A e B representam lesões menos extensas, mas ainda exigem correlação com os sintomas e o histórico clínico. A intensidade da azia não acompanha necessariamente o grau da esofagite, pois pacientes com lesões discretas podem apresentar sintomas importantes.

Os graus C e D demonstram maior comprometimento da mucosa e exigem controle mais rigoroso. Esses achados podem influenciar a duração do tratamento medicamentoso e reforçar a necessidade de avaliar fatores como hérnia de hiato, recorrência dos sintomas e resposta aos medicamentos.

Vale frisar que a cirurgia não é indicada apenas com base na classificação endoscópica. A decisão considera os sintomas, a anatomia da junção esofagogástrica, os resultados da pHmetria esofágica e da manometria, além da resposta ao tratamento clínico.

Também é possível apresentar refluxo gastroesofágico sem erosões visíveis na endoscopia. Por isso, um exame normal não exclui a doença, assim como o grau da esofagite não deve ser interpretado isoladamente.

Como funciona o tratamento clínico?

O tratamento para DRGE busca reduzir os sintomas, favorecer a cicatrização da mucosa e prevenir complicações. A conduta combina mudanças de hábitos e medicamentos, definidos conforme a frequência das manifestações, os achados dos exames e a resposta individual.

  • Mudanças de estilo de vida: elevar a cabeceira da cama, evitar deitar logo após as refeições, reduzir o peso quando indicado, interromper o tabagismo e identificar alimentos que agravam os sintomas podem diminuir os episódios de refluxo.
  • Inibidores da bomba de prótons: medicamentos como omeprazol, pantoprazol e esomeprazol reduzem a produção de ácido, controlam os sintomas e favorecem a cicatrização da esofagite, mas não corrigem a falha da barreira antirrefluxo.

O retorno dos sintomas após a suspensão do medicamento não caracteriza dependência. Isso ocorre porque o tratamento reduz a acidez do conteúdo que retorna ao esôfago, mas não modifica o mecanismo responsável pelo refluxo gastroesofágico.

Quando o tratamento clínico não é suficiente?

A cirurgia pode ser considerada quando os sintomas persistem apesar do uso adequado dos medicamentos, a regurgitação permanece frequente ou existe uma alteração anatômica relevante, como a hérnia de hiato.

A necessidade de medicação contínua, por si só, não determina a indicação cirúrgica, afinal, a decisão deve considerar a resposta ao tratamento, a presença de esofagite, os resultados dos exames e o impacto dos sintomas na rotina.

Por isso, antes de indicar uma intervenção, o médico avalia se os sintomas realmente decorrem do refluxo e se a correção da barreira antirrefluxo pode oferecer benefício duradouro.

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Quando o tratamento cirúrgico pode ser indicado?

A cirurgia antirrefluxo busca reconstruir a barreira entre o esôfago e o estômago. A indicação, portanto, depende da confirmação diagnóstica, da anatomia local, da resposta aos medicamentos e dos objetivos discutidos com o paciente.

Quais são as indicações da cirurgia antirrefluxo?

O procedimento pode ser considerado quando os sintomas persistem apesar do tratamento adequado, há regurgitação relevante ou o paciente apresenta doença comprovada e prefere evitar o uso contínuo de medicamentos.

Também podem favorecer a indicação:

  • Hérnia de hiato associada: sobretudo quando é volumosa, sintomática ou compromete de forma importante a junção entre o esôfago e o estômago.
  • Esofagite erosiva grave: os graus C e D indicam maior lesão da mucosa e exigem uma avaliação mais criteriosa da estratégia terapêutica.
  • Regurgitação persistente: esse sintoma pode responder menos aos medicamentos, pois eles reduzem a acidez, mas não impedem o retorno do conteúdo gástrico.
  • Sintomas associados ao refluxo comprovado: manifestações atípicas exigem confirmação objetiva antes de uma eventual indicação cirúrgica.

O esôfago de Barrett, isoladamente, não determina a realização da cirurgia. A decisão deve considerar o controle dos sintomas, os achados dos exames e as características clínicas de cada paciente.

Fundoplicatura a Nissen

A fundoplicatura a Nissen envolve completamente o esôfago distal com o fundo do estômago, formando uma válvula de 360 graus. O objetivo é reforçar a barreira antirrefluxo e reduzir o retorno do conteúdo gástrico.

O procedimento costuma ser realizado por videolaparoscopia, com pequenas incisões e internação geralmente breve. A técnica também pode ser associada à correção da hérnia de hiato quando essa alteração está presente.

Como toda operação, a fundoplicatura apresenta riscos e possíveis efeitos no pós-operatório, como dificuldade temporária para engolir, distensão abdominal e redução da capacidade de arrotar. Esses aspectos devem ser discutidos antes da cirurgia.

Fundoplicatura a Toupet

A fundoplicatura a Toupet realiza um envolvimento posterior parcial, geralmente de 270 graus. Ela pode ser considerada conforme a motilidade esofágica, a anatomia encontrada e a avaliação do Cirurgião do Aparelho Digestivo.

A manometria contribui para o planejamento, mas uma alteração de motilidade não determina sozinha a escolha da técnica. A decisão reúne os resultados dos exames, o risco de disfagia e as características individuais do caso.

Recuperação após a cirurgia

A alimentação evolui gradualmente, iniciando com líquidos ou pastosos conforme orientação da equipe. Essa adaptação favorece a cicatrização da área operada e reduz desconfortos ao engolir.

Além disso, o retorno às atividades varia com a recuperação e o tipo de trabalho, ocorrendo de forma progressiva nas primeiras semanas. Esforços intensos devem aguardar liberação médica, e a dificuldade para engolir tende a ser temporária.

A cirurgia pode oferecer controle duradouro, mas não elimina totalmente a recorrência. Sintomas persistentes, dor intensa, vômitos ou dificuldade alimentar exigem reavaliação e acompanhamento contínuo.

Riscos do refluxo não tratado

O refluxo gastroesofágico persistente pode causar esofagite, estreitamento do esôfago e esôfago de Barrett, embora essas complicações ocorram em uma parcela dos pacientes.

Em contexto, esôfago de Barrett é uma alteração do revestimento do esôfago causada pela exposição repetida ao conteúdo gástrico. Essa mudança aumenta o risco de adenocarcinoma, mas não significa câncer, exigindo acompanhamento endoscópico conforme a avaliação médica.

Além disso, doenças como a acalasia podem simular refluxo, o que reforça a importância do diagnóstico correto.

Por que a hérnia de hiato deve ser corrigida?

Quando a hérnia de hiato é significativa, a cirurgia pode corrigi-la e reconstruir a barreira antirrefluxo no mesmo procedimento. Essa abordagem trata a alteração anatômica associada ao refluxo gastroesofágico.

Assim, o tamanho e a posição da hérnia influenciam a técnica cirúrgica e o resultado esperado. Por isso, a anatomia da junção entre o esôfago e o estômago deve ser avaliada antes da operação.

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Avaliação com o Dr. Carlos Obregon

O Dr. Carlos Obregon (CRM-SP 177864 | RQE 107012 | RQE 107013) é cirurgião geral e cirurgião do aparelho digestivo, formado pela Universidade Federal de Uberlândia. Realizou residência médica em cirurgia geral e em cirurgia do aparelho digestivo no Hospital das Clínicas da FMUSP, além de formação complementar em Colonoscopia pela USP.

Durante a consulta, o médico analisa os sintomas, a resposta aos medicamentos, os exames realizados e a anatomia da junção entre o esôfago e o estômago. Essa avaliação permite confirmar se há indicação cirúrgica e definir a técnica mais adequada para cada caso.

O atendimento particular é realizado no Instituto Medicina em Foco, em São Paulo. A estrutura permite conduzir a investigação e o planejamento do tratamento do refluxo gastroesofágico, incluindo a avaliação de hérnias de hiato e de possíveis indicações de cirurgia minimamente invasiva.

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Sintomas persistentes, regurgitação frequente ou necessidade contínua de medicamentos podem justificar uma avaliação cirúrgica, especialmente quando o tratamento clínico não oferece controle satisfatório.

Converse com o Dr. Carlos Obregon para avaliar os exames e compreender quais possibilidades de tratamento são adequadas ao seu caso.

As informações fornecidas neste texto são apenas para fins informativos e educacionais e não substituem a consulta médica. Sempre procure orientação médica para diagnóstico e tratamento adequados.​​

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Conteúdo atualizado em 2026.

Carlos de Almeida Obregon I Cirurgia do Aparelho Digestivo I CRM-SP 177864 I RQE 107012 I RQE 107013

FAQ – Dúvidas frequentes sobre Refluxo gastroesofágico: causas, sintomas e cirurgia

1. Refluxo gastroesofágico tem cura definitiva ou é para sempre?

O tratamento clínico controla enquanto é usado. A cirurgia atua sobre o mecanismo do refluxo e costuma oferecer resultado duradouro, sem que se possa garantir ausência de recidiva.

2. Posso parar o omeprazol se me sentir bem do refluxo?

A suspensão deve ser orientada pelo médico. Sentir-se bem em uso da medicação significa que ela está controlando o sintoma, e não que o mecanismo do refluxo foi corrigido.

3. A cirurgia anti-refluxo é coberta pelo plano de saúde?

A fundoplicatura tem cobertura quando há indicação clínica documentada, com relatório médico e exames que a sustentem. As regras específicas variam conforme a operadora.

4. Quanto tempo dura o resultado da cirurgia de refluxo?

O resultado tende a ser duradouro, e a maior parte dos operados permanece sem medicação contínua por anos. O seguimento identifica precocemente eventual retorno dos sintomas.

5. A fundoplicatura a Nissen pode ser revertida se não funcionar?

Existem reoperações para ajustar ou refazer a válvula construída. São procedimentos mais complexos que a cirurgia inicial e exigem avaliação criteriosa dos exames.

6. O refluxo ainda volta após a fundoplicatura: o que fazer?

Reavaliar com endoscopia, pHmetria e manometria. O retorno pode decorrer de recidiva da hérnia, de falha da válvula ou de outra causa para o sintoma, e a conduta depende do achado.

7. A tosse crônica pode ser causada por refluxo gastroesofágico?

Pode. A tosse crônica, sobretudo noturna, é um sintoma atípico conhecido. Quando não responde ao tratamento habitual, o refluxo deve entrar no diagnóstico diferencial.

8. Quando o omeprazol não resolve mais, o que fazer?

Confirmar o diagnóstico com endoscopia e pHmetria antes de escalonar. Persistindo os sintomas em dose plena, a avaliação cirúrgica passa a ser a discussão adequada.

9. Disfagia após a fundoplicatura a Nissen é normal?

A dificuldade transitória para engolir é esperada nas primeiras semanas, por causa do edema local. Se persistir além desse período, deve ser reavaliada.

10. Esofagite grau C ou D precisa de cirurgia?

São graus de maior repercussão na mucosa, em que a cirurgia é discutida com mais frequência. A indicação, porém, considera sintomas, exames e expectativa, nunca um único achado.

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