Acalasia: saiba como tratar esse distúrbio do esôfago

04/04/2025 - 12:00

Conheça os sintomas de acalasia, suas causas e quais são os seus tratamentos 

A acalasia é uma doença infrequente cujo principal sintoma é a disfagia — dificuldade de engolir alimentos. Numa avaliação feita de forma imprecisa, pacientes podem ser diagnosticados com Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), já que os sintomas entre eles são muito parecidos, como a regurgitação, azia e entre outros.

No entanto, caso o paciente não trate a doença de forma correta, ela pode evoluir, causando desnutrição severa, além de dificuldade de ingerir desde alimentos duros a líquidos. Portanto, a procura por um gastrocirurgião é fundamental para a avaliação do estado da doença e seu tratamento.

Neste texto, você vai aprender um pouco sobre o que é esse distúrbio raro que afeta o esôfago, quais são os seus sintomas e o seu tratamento. No Instituto Medicina em Foco, o Dr. Carlos Obregon pode ajudar no seu caso e tratar de forma adequada. 

Tratamento de acalasia em São Paulo com Dr. Carlos Obregon

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O que é acalasia?

A acalasia, ou megaesôfago como também é conhecida, é um distúrbio raro que afeta o tubo digestivo, o esôfago. É uma doença que dificulta a passagem de alimentos ingeridos desde a boca até o estômago. 

Numa deglutição normal, os músculos do esôfago se contraem, espremendo o bolo alimentar em direção ao estômago. Neste tubo, há o Esfíncter Esofágico Inferior (EEI), “um anel” localizado no final do esôfago, que relaxa para permitir a passagem do bolo para o estômago.

Em pessoas diagnosticadas com acalasia, essa passagem não é bem feita. Os músculos não se contraem corretamente e o anel muscular não se abre completamente, atrapalhando a digestão, provocando regurgitações de alimentos e líquidos não digeridos e outros sintomas.

Possíveis causas da acalasia

A acalasia ocorre quando os nervos do esôfago se danificam, ocasionando na perda da funcionalidade dos músculos localizados neste tubo digestivo. A perda dessa funcionalidade tem causas ainda desconhecidas.

Apesar disso, há teorias que tentam explicar as causas da acalasia a partir de uma infecção viral ou de uma doença autoimune, em que as células do sistema imunológico do próprio corpo atacam as células, tecidos e órgãos saudáveis do paciente.

Especificamente no Brasil, a acalasia pode estar associada diretamente a doença de Chagas. O protozoário, Trypanosoma cruzi, causador de Chagas, destroi os gânglios autonômicos do esôfago, resultando assim nesse distúrbio raro do esôfago.

Quais são os sintomas de acalasia?

Os sintomas desse distúrbio podem se desenvolver lentamente, levando meses e até anos em alguns pacientes. O mais notável deles é a dificuldade de deglutição ou disfagia, que começa de forma leve, mas que progride gradualmente ao longo dos anos, se o paciente não for tratado. Além deste há outros sinais, como:

  • asfixia e tosse forte;
  • queimação e azia;
  • desconforto atrás do peito;
  • perda de peso gradual;
  • desnutrição;
  • soluços constantes.

Possíveis complicações

É importante notar esses sinais de forma precoce, pois a evolução da acalasia pode levar o paciente a ter algumas complicações, como:

  • pneumonia;
  • infecções pulmonares;
  • câncer de esôfago, pacientes com megaesôfago possuem maior chance de obter esse tumor.

Por isso, a avaliação com um gastrocirurgião se faz importante assim que sentir os primeiros sintomas desse distúrbio.

Se você sente esses sinais acima, não perca tempo, marque uma consulta com o gastrocirurgião, Dr. Carlos Obregon, na MEF.

Diagnóstico para megaesôfago

Exames que ajudam a diagnosticar a acalasia

Existem três testes que podem ajudar no diagnóstico de acalasia. 

  • Endoscopia digestiva alta: Um tubo flexível com uma câmera na ponta é inserido pela boca, permitindo a observação direta do interior do esôfago, da junção esofagogástrica e do estômago para detectar anormalidades.

  • Manometria esofágica: Um cateter fino e sensível à pressão é introduzido pelo nariz até o esôfago para registrar a atividade muscular e avaliar se o esfíncter esofágico inferior relaxa corretamente.

  • Esofagograma com bário: O paciente ingere um contraste contendo bário, e radiografias seriadas são feitas para acompanhar o esvaziamento do esôfago e detectar obstruções ou dilatações anormais.

Quais são as chances de obter megaesôfago?

Por ser uma doença rara, as chances de obter acalasia são bem baixas. De acordo com dados da Cleveland Clinic, esse distúrbio se desenvolve em 1 pessoa a cada 100.000 norte-americanos a cada ano. Geralmente, ela é diagnosticada em adultos entre 25 e 60 anos. 5% dos casos totais são desenvolvidos por crianças menores que 16 anos.

Apesar de ser rara essa doença, é muito importante fazer o acompanhamento médico. Essa condição ainda é facilmente confundida e tratada como refluxo gastroesofágico. Porém, com um exame minucioso e detalhado, essa dúvida pode ser resolvida e o tratamento ser melhor direcionado para o paciente.

Entre em contato para marcar uma consulta com o gastrocirurgião e não ter mais dúvidas no seu diagnóstico.

Especialista em Gastrocirurgia em São Paulo Dr. Carlos Obregon, Tratamento de acalasia em São Paulo

Qual é o tratamento para acalasia?

Para tratar o megaesôfago existem dois tipos. Há o caminho cirúrgico e o clínico. É bom ressaltar que em ambos os casos, o tratamento tem o objetivo de aliviar os sintomas para o paciente, pois não há uma cura para a acalasia

Desse modo, a escolha por uma dessas opções deve ser bastante discutida com o gastrocirurgião e deve ser baseada não só nas suas preferências, mas há de se levar em conta a gravidade do distúrbio. Vejam algumas opções abaixo.

Opções não cirúrgicas

  • Injeção de toxina botulínica: Consiste na aplicação de toxina botulínica diretamente no Esfíncter Esofágico Inferior (EEI) por via endoscópica, promovendo o relaxamento temporário do músculo e aliviando os sintomas de disfagia. Essa abordagem é geralmente reservada para pacientes que não são candidatos à cirurgia devido a condições clínicas ou idade avançada.
  • Dilatação endoscópica com balão pneumático: Também conhecida como dilatação pneumática, envolve a inserção de um balão no EEI, que é inflado para forçar a abertura do músculo. Este método pode proporcionar alívio dos sintomas, mas há risco de perfuração esofágica. Pode haver necessidade de repetição.

Opções cirúrgicas

  • Miotomia laparoscópica de Heller: Procedimento minimamente invasivo que envolve a secção das fibras musculares do EEI para permitir o relaxamento adequado e melhorar a passagem dos alimentos. Geralmente, é associada a uma fundoplicatura parcial para prevenir o refluxo gastroesofágico pós-operatório.
  • Esofagectomia: A cirurgia de remoção parcial ou total do esôfago é indicada somente em último caso, quando todos outros tratamentos falharam. É uma intervenção de grande porte, associada a riscos significativos e um período de recuperação prolongado, sendo considerada apenas quando as opções menos invasivas não são viáveis ou eficazes.

Entre em contato para marcar uma consulta com Dr. Carlos Obregon e comece o seu tratamento para acalasia.

Por que tratar a acalasia na MEF com o Dr. Carlos Obregon

No Instituto Medicina em Foco, além de contar com o atendimento do Dr. Carlos Obregon, você conta com uma equipe multidisciplinar com vários profissionais para oferecerem o melhor tratamento para a acalasia. 

Além de tudo, o foco da clínica está sempre no paciente, com uma abordagem acolhedora e inclusiva, não importando a sua classe, cor, sexualidade ou religião.

Agende a sua consulta com o Dr. Carlos Obregon

Se você identificou que está tendo dificuldades de engolir desde os alimentos mais duros até os mais pastosos ou líquidos, pode ser que você tenha acalasia. 

Não fique em dúvida, entre em contato com o Dr. Carlos Obregon e marque a sua consulta na MEF.

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FAQ – Perguntas frequentes sobre acalásia: saiba como tratar esse distúrbio do esôfago

1. Quais são os sinais mais comuns de acalasia?

Dificuldade de engolir, disfagia, regurgitação, perda de peso e dor no peito podem indicar acalasia ou outras doenças do esôfago.

2. Como diferenciar a acalasia de outras doenças do esôfago?

A manometria esofágica identifica a falha no relaxamento do esfíncter esofágico inferior, diferenciando a acalasia de refluxo e megaesôfago.

3. A dificuldade de deglutição pode levar à perda de peso e desnutrição?

Sim, a disfagia impede a ingestão adequada, levando a regurgitação, desnutrição e necessidade de acompanhamento com gastrocirurgião.

4. Quais são as opções de tratamento para melhorar a passagem dos alimentos pelo esôfago?

Dilatação endoscópica, toxina botulínica e cirurgia são opções para melhorar a deglutição na acalasia e evitar complicações como megaesôfago.

5. Que exames ajudam a identificar a acalasia?

Endoscopia digestiva alta, manometria esofágica e esofagograma identificam o funcionamento do esfíncter esofágico inferior e a presença da doença.

6. Esse distúrbio digestivo pode causar dor no peito e azia?

Sim, a acalasia pode provocar dor torácica, sensação de queimação e disfagia, sintomas muitas vezes confundidos com refluxo ou doença de Chagas.

7. Existe medicação que pode aliviar os sintomas de acalasia ou a intervenção cirúrgica é necessária?

Nifedipina e toxina botulínica aliviam sintomas leves, mas a cirurgia, como a miotomia, é indicada nos casos mais graves.

8. O que pode acontecer se o megaesôfago não for tratado?

Sem tratamento, além do aumento da disfagia, o paciente pode ter complicações como câncer de esôfago.

9. O uso de toxina botulínica pode ajudar a melhorar o relaxamento do esôfago?

Sim, a toxina botulínica relaxa o esfíncter esofágico inferior, reduzindo a disfagia, mas seu efeito é temporário e pode necessitar de reaplicações.

10. Quem tem esse distúrbio precisa de acompanhamento médico contínuo?

Sim, o acompanhamento com gastrocirurgião é essencial para evitar complicações, ajustar o tratamento e monitorar a evolução da acalasia.

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