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Hérnia incisional: onde a tela fica e quando fazer cirurgia?

19/03/2026 - 16:00

O que considerar na decisão da hernioplastia com tela em pacientes com recidiva

A hérnia incisional acontece quando a parede do abdômen fica enfraquecida no local de uma cirurgia anterior. Com o tempo, essa região pode ceder, permitindo que tecidos ou até parte do intestino formem um abaulamento, que pode causar desconforto, dor e incômodo no dia a dia. 

O sinal mais comum é a protrusão abdominal, percebida como um “inchaço” na região da cicatriz. Quando a hérnia ventral surge após uma cirurgia, o caso passa a ser considerado mais complexo. Nessa situação, o cuidado com a avaliação e o planejamento do tratamento precisa ser maior.

Um dos pontos mais importantes é a escolha de como e onde posicionar a tela cirúrgica, principalmente em pacientes que já passaram por laparotomia. Em alguns casos, a hérnia pode evoluir e causar complicações, como a obstrução intestinal

Ao longo do artigo, o Dr. Carlos Obregon, gastrocirurgião, explica como essas decisões são tomadas e esclarece outras dúvidas.

Entenda nos próximos tópicos como a tela na hernioplastia em casos de recidiva de hérnia incisional e por que o histórico de laparotomia pode influenciar no surgimento da protrusão e na escolha do tratamento.

Parede abdominal: onde a tela cirúrgica pode ser posicionada na cirurgia de hérnia incisional?

Antes de realizar a laparotomia, é necessário ter a compreensão de como é a região do abdômen antes de definir uma estratégia cirúrgica

A parede abdominal é composta por múltiplas camadas de músculos, fáscias e tecido conjuntivo. Cada uma dessas estruturas pode servir como plano para posicionar a tela, criando reforços em diferentes profundidades. A escolha do posicionamento depende de diversos fatores, como:

  • Tamanho da hérnia incisional.
  • Qualidade dos tecidos.
  • Cirurgias anteriores.
  • Presença de cicatrizes ou aderências.

Entre as técnicas mais utilizadas estão as posições onlay e retromuscular, cada uma com indicações específicas.

Posição Onlay: reforço após fechamento da laparotomia

Na técnica onlay, a tela é posicionada de forma mais superficial, sobre a aponeurose dos músculos abdominais, após o fechamento da laparotomia a incisão cirúrgica realizada em operações abdominais.

Esse tipo de reforço costuma ser considerado principalmente quando o defeito se localiza diretamente na cicatriz.

Nesse método, a tela atua como um reforço externo da cicatriz cirúrgica, ajudando a distribuir a tensão sobre a região operada. Entre as características dessa técnica estão:

  • É relativamente mais simples.
  • Menor dissecção de planos profundos.
  • Reforço direto da área da cicatriz.

No entanto, por estar mais próxima da pele e do tecido subcutâneo, essa posição pode apresentar maior risco de seroma ou infecção em alguns casos.

Posição retromuscular no reforço prevenindo a protrusão abdominal

Já na posição retromuscular, a tela cirúrgica é colocada em um plano mais profundo, entre os músculos da parede abdominal e suas estruturas posteriores. Em pacientes que já passaram por mais de uma laparotomia, a escolha do plano retromuscular pode ajudar a reforçar melhor a parede abdominal.

Esse posicionamento cria um reforço estrutural mais anatômico, permitindo que a pressão do abdômen ajude a manter a tela no lugar e contribui para reduzir a protrusão abdominal causada pela hérnia que surge justamente na cicatriz onde foi feita a laparotomia anteriormente.

Uma das principais vantagens dessa abordagem é a redução da protrusão abdominal, ou seja, do abaulamento causado pela hérnia. Essa técnica também costuma oferecer:

  • Melhor distribuição das forças na parede abdominal.
  • Menor tensão sobre a cicatriz.
  • Menor risco de recidiva em alguns casos.

Por outro lado, é um procedimento tecnicamente mais complexo, que exige experiência cirúrgica. 

Continue a leitura e descubra como o posicionamento da tela cirúrgica na parede abdominal pode ajudar a prevenir a protrusão abdominal e melhorar os resultados da hernioplastia.

Como a posição da tela na hernioplastia influencia risco, dor e recidiva?

Na correção das hérnias, existem diferentes abordagens cirúrgicas. Em alguns casos pode ser realizada a herniorrafia, que consiste no fechamento do defeito apenas com suturas. Já na hernioplastia, utiliza-se uma tela cirúrgica para reforçar a parede abdominal.

  • Risco de nova hérnia.
  • Intensidade de dor no pós-operatório.
  • Recuperação funcional da parede abdominal.

Cada técnica altera a forma como a parede abdominal suporta a pressão interna do corpo.

Por isso, o planejamento da cirurgia precisa considerar não apenas o fechamento do defeito, mas também como a parede abdominal irá funcionar após o procedimento.

Impacto na parede abdominal e risco de nova hérnia incisional

A parede abdominal funciona como uma estrutura dinâmica, participando da respiração, da postura e da geração de força durante movimentos. Quando a tela é posicionada em um plano que respeita essa mecânica natural, o resultado tende a ser mais estável. Caso contrário, podem ocorrer:

  • Tensão excessiva na cicatriz.
  • Protrusão abdominal.
  • Alteração da distribuição de força.
  • Maior risco de recidiva da hérnia incisional.

Por isso, o posicionamento da tela não deve ser padronizado para todos os pacientes. Isso é muito importante em pacientes com cicatriz extensa de laparotomia.

Dor crônica e sensação de corpo estranho

Outro aspecto relevante é o impacto na qualidade de vida após a cirurgia. Dependendo da técnica utilizada, alguns pacientes podem desenvolver:

  • Dor persistente.
  • Sensação de rigidez abdominal.
  • Percepção da tela como um “corpo estranho”.

É importante destacar que a dor crônica é multifatorial e depende também de fatores como cicatrização, inflamação e sensibilidade individual.

Fatores na decisão da cirurgia de hérnia com tela: individualizando a hernioplastia

Na cirurgia de hérnia com tela, não existe uma única técnica ideal para todos os pacientes. A decisão sobre a melhor forma de realizar a hernioplastia considera fatores como:

  • Tamanho da hérnia abdominal.
  • Número de cirurgias prévias.
  • Presença de infecção ou cicatrizes extensas.
  • Qualidade da musculatura abdominal.
  • Condições clínicas do paciente.

Em hérnias incisionais recidivadas, essa análise se torna ainda mais importante, pois o tecido já passou por intervenções anteriores.

Saiba quais fatores são analisados para indicar a melhor técnica de hernioplastia com tela cirúrgica, especialmente em pacientes que já passaram por laparotomia.

Agende sua consulta no Intituto Medicina em Foco com o Dr. Carlos Obregon, Gastrocirurgião em São Paulo, para saber mais sobre tratamento da hérnia incisional recidivada

Dr. Carlos Obregon no tratamento da hérnia incisional recidivada

No tratamento das doenças da parede abdominal, a experiência do cirurgião é um fator decisivo para alcançar bons resultados. Muitos dos pacientes atendidos apresentam hérnia incisional após procedimentos que exigiram laparotomia.

O Dr. Carlos Obregon é especialista em cirurgia geral, cirurgia do aparelho digestivo e coloproctologia, com formação pela Universidade Federal de Uberlândia e especialização pela Faculdade de Medicina da USP.

Em sua prática clínica, avalia cuidadosamente cada caso de hérnia incisional, considerando fatores anatômicos, histórico cirúrgico e condições de saúde do paciente para definir a melhor estratégia de tratamento.

Essa abordagem é essencial para selecionar a técnica de hernioplastia com tela mais adequada para cada situação, sempre com foco na segurança, na recuperação funcional e na redução do risco de recidiva.

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Se você passou por uma laparotomia ou por uma outra técnica para o tratamento de hérnia no abdômen recentemente, procure uma avaliação profissional para ter um tratamento preciso.

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Carlos de Almeida Obregon I Cirurgia do Aparelho Digestivo I CRM-SP 177864 I RQE 107012 I RQE 107013

FAQ –  Dúvidas frequentes sobre Hérnia incisional onde a tela fica e quando fazer cirurgia

1. Onde a tela cirúrgica é posicionada na hernioplastia incisional e por que isso influencia o risco de recidiva?

Na laparotomia, a tela cirúrgica pode ser colocada em diferentes camadas da parede abdominal. O plano escolhido influencia a estabilidade do reparo e pode impactar o risco de recidiva.

2. Na cirurgia de hérnia incisional, a posição da tela na parede abdominal pode mudar o resultado da recuperação?

Sim. O posicionamento da tela pode afetar a cicatrização e a recuperação da parede abdominal.

3. Por que o local onde a tela é colocada durante a cirurgia pode impactar dor e complicações?

O impacto ocorre porque a depender da posição, a tela cirúrgica pode gerar maior tensão nos tecidos ou contato com nervos da parede abdominal.

4. Qual é a diferença entre colocar a tela acima, dentro ou atrás da parede abdominal?

A diferença está na profundidade do plano. A tela cirúrgica pode ser posicionada de forma superficial ou profunda na parede abdominal, mudando o tipo de reforço.

5. A posição da tela cirúrgica pode influenciar o risco de nova protrusão abdominal?

Sim. Um posicionamento adequado ajuda a evitar nova protrusão abdominal.

6. Em uma hernioplastia, por que alguns posicionamentos da tela são considerados mais seguros?

Porque permitem melhor integração com a parede abdominal e melhor distribuição da pressão interna.

7. Em quais situações uma protrusão abdominal decorrente de hérnia pode levar a um quadro de obstrução intestinal?

Quando o intestino fica preso na hérnia, a protrusão abdominal pode evoluir para obstrução intestinal.

8. O local da tela cirúrgica pode influenciar a dor no pós-operatório da cirurgia de hérnia?

Sim. A posição pode afetar nervos e tecidos da parede abdominal.

9. Quais são os critérios clínicos para decidir entre uma herniorrafia simples ou uma hernioplastia com tela?

A decisão considera o tamanho da hérnia, qualidade dos tecidos e risco de recidiva entre herniorrafia e hernioplastia com tela cirúrgica.

10. Quando a tela cirúrgica é mal posicionada, quais problemas podem surgir na parede abdominal?

Pode causar dor, recidiva da hérnia ou nova protrusão abdominal na parede abdominal.

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