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Fissura anal com plicoma: os dois podem ser tratadas juntos?

10/09/2026 - 16:00

O diagnóstico de fissura anal com plicoma pode gerar dúvidas sobre a relação entre as duas condições e sobre a necessidade de tratamentos distintos. Em alguns casos, elas estão associadas, especialmente quando a fissura se torna crônica e provoca alterações persistentes na região anal.

Quando há indicação cirúrgica, a fissura e o plicoma podem ser tratados no mesmo procedimento, de acordo com as características de cada caso. Dr. Carlos Obregon, cirurgião do aparelho digestivo em São Paulo, explica como essa associação ocorre e quais fatores orientam a escolha do tratamento.

Para compreender especificamente a alteração externa, o conteúdo pilar sobre o tratamento dos plicomas anais apresenta informações sobre causas, características e possibilidades terapêuticas.

A seguir, entenda a relação entre as duas condições, quando o tratamento clínico pode ser indicado e em quais situações a abordagem cirúrgica conjunta pode ser considerada.

Fissura anal com plicoma: os dois podem ser tratadas juntos?

O que é o plicoma sentinela e como ele difere do plicoma comum?

O plicoma sentinela é uma pequena saliência de pele que pode se formar na borda externa de uma fissura anal crônica. Ele costuma aparecer próximo à extremidade da fissura e funciona como um sinal de que aquela lesão está presente há mais tempo.

Outros plicomas anais não têm necessariamente relação com fissuras. Eles podem permanecer após uma trombose hemorroidária, surgir em decorrência de inflamação local ou resultar de alterações repetidas na pele da região anal. Nesses casos, o excesso de pele pode existir isoladamente.

A principal diferença, portanto, está na origem. No plicoma sentinela, a alteração de pele está associada à evolução da fissura crônica. Nos demais plicomas, a causa pode ser independente, e a avaliação busca identificar se existe alguma doença anal associada antes de definir a necessidade de tratamento.

Por isso, a fissura anal com plicoma deve ser avaliada considerando as duas alterações em conjunto. Quem percebe uma pele extra no ânus com fissura pode estar diante de um plicoma sentinela, mas outras causas de saliência anal também precisam ser consideradas no diagnóstico.

Por que a fissura anal crônica gera um plicoma sentinela?

A fissura anal crônica pode manter um ciclo de dor, aumento do tônus do esfíncter interno e dificuldade de cicatrização. Com a persistência da lesão, ocorrem alterações inflamatórias e fibróticas locais que podem favorecer a formação do plicoma sentinela na extremidade externa da fissura.

Como o espasmo do esfíncter interfere na cicatrização 

O aumento do tônus ou espasmo do esfíncter interno pode reduzir a irrigação sanguínea local e dificultar a cicatrização da fissura. Assim, o processo se perpetua: a dor favorece a contração muscular, enquanto a menor perfusão contribui para a persistência da lesão.

Dizer que espasmo no ânus causa fissura simplifica um mecanismo mais complexo. O espasmo não é necessariamente a causa inicial, mas pode ter papel importante na manutenção da fissura crônica e, consequentemente, das alterações associadas, como o plicoma sentinela.

Como o plicoma sentinela indica uma fissura crônica 

O plicoma sentinela costuma se desenvolver na extremidade externa da fissura crônica e pode ser identificado durante a inspeção da margem anal. Por estar relacionado à localização da lesão, funciona como um dos sinais clínicos que ajudam a reconhecer a cronificação da fissura.

Quando o plicoma sentinela pode se desenvolver 

Não existe um prazo exato para o aparecimento da fissura anal com plicoma sentinela. A fissura é considerada crônica quando persiste por cerca de 6 a 8 semanas, a depender do caso, e apresenta sinais de cronificação, como bordas endurecidas, fibras do esfíncter interno expostas ou a presença do próprio plicoma sentinela.

Por isso, o plicoma pode surgir durante a evolução da fissura persistente, mas sua formação varia entre os pacientes e não ocorre obrigatoriamente após um número determinado de semanas.

Agende sua consulta para saber mais sobre fissura anal com plicoma

Como diagnosticar a fissura anal com plicoma?

O diagnóstico da fissura anal com plicoma é predominantemente clínico. Durante a consulta, a inspeção da região anal pode identificar tanto o plicoma sentinela quanto a fissura associada. O exame físico é conduzido conforme a tolerância do paciente, especialmente quando há dor intensa ou espasmo.

Exames como toque retal e anuscopia podem complementar a avaliação em situações selecionadas, mas nem sempre são necessários para estabelecer o diagnóstico. A localização da fissura, suas características e a presença de sinais de cronificação ajudam a diferenciar o quadro de outras alterações anorretais.

Fissuras múltiplas, localizadas fora da linha média ou que não cicatrizam como esperado exigem investigação mais detalhada. Nesses casos, o médico pode avaliar condições associadas, como doença de Crohn, infecções sexualmente transmissíveis e outras doenças inflamatórias ou anorretais.

Essa investigação é importante para confirmar a causa da lesão antes de definir o tratamento, evitando abordar apenas o plicoma ou a fissura sem considerar uma possível condição de base.

As duas condições podem ser tratadas ao mesmo tempo?

Sim. A fissura anal com plicoma pode ser tratada no mesmo procedimento quando há indicação cirúrgica para a fissura crônica, especialmente nos casos com sintomas persistentes, sinais de cronificação ou resposta insuficiente ao tratamento clínico corretamente conduzido.

Nessa situação, a cirurgia é planejada  de fissura anal com plicoma para tratar o fator relacionado à persistência da fissura e, quando houver indicação, remover também o plicoma sentinela. A retirada do plicoma não é obrigatória em todos os casos e depende de sintomas, tamanho, localização e impacto clínico da alteração.

A decisão deve ser individualizada após avaliação médica, considerando duração dos sintomas, presença de espasmo, características da fissura, tratamentos já realizados e condições associadas. Assim, a cirurgia proctológica combinada é indicada apenas quando o tratamento conjunto oferece benefício clínico no mesmo ato operatório.

Quando o tratamento conservador ainda é indicado?

O tratamento conservador pode ser indicado tanto nas fissuras agudas quanto em alguns casos de fissura crônica. A conduta inclui medidas para facilitar a evacuação, reduzir o trauma local e diminuir o tônus do esfíncter, com medicamentos tópicos quando indicados pelo médico.

Por si só, a presença de fissura anal com plicoma sentinela não determina a necessidade de cirurgia. A decisão depende da duração dos sintomas, dos sinais de cronificação, da intensidade da dor, da resposta ao tratamento clínico e dos achados identificados durante a avaliação médica. 

Situação Conduta que pode ser considerada
Fissura aguda, sem sinais de cronificação Tratamento conservador como primeira abordagem
Fissura crônica com plicoma sentinela Tratamento clínico ou cirurgia, conforme avaliação
Persistência ou recorrência após tratamento adequado Reavaliação e consideração do tratamento cirúrgico
Dor persistente ou importante comprometimento clínico Avaliação médica para definir mudança de estratégia

A presença de plicoma sentinela torna a cirurgia necessária?

Não necessariamente. O plicoma sentinela é um sinal associado à cronificação da fissura, mas sua presença não elimina a possibilidade de tratamento clínico. A indicação depende principalmente da atividade da fissura, dos sintomas e da resposta às medidas já realizadas.

Em casos selecionados, medicamentos que reduzem o tônus do esfíncter interno podem favorecer a cicatrização mesmo quando a fissura apresenta características crônicas. A avaliação médica ajuda a definir quando essa abordagem ainda tem possibilidade de benefício.

Quando considerar que o tratamento clínico não foi suficiente?

A persistência de dor, sangramento ou fissura ativa após um período adequado de tratamento pode indicar resposta insuficiente à abordagem conservadora. Também devem ser considerados

  • Adesão às medidas propostas.
  • Medicamentos utilizados.
  • Achados do exame físico.

Quando a fissura anal com plicoma permanece sintomática apesar do tratamento corretamente conduzido, o médico pode discutir outras estratégias, incluindo procedimentos ou cirurgia. A indicação deve ser individualizada, evitando estabelecer um prazo isolado como critério automático para operar.

Quando a cirurgia proctológica combinada é a melhor escolha?

A cirurgia proctológica combinada pode ser considerada quando a fissura anal crônica permanece sintomática apesar do tratamento clínico adequado e existe indicação de abordar também o plicoma sentinela. A presença do plicoma, isoladamente, não constitui indicação automática para cirurgia.

Na avaliação médica, considera-se a persistência de dor ou sangramento, os sinais de cronificação da fissura anal com plicoma, a resposta aos tratamentos anteriores e as características do plicoma. Também são avaliados fatores individuais que podem interferir na escolha da técnica e na segurança do procedimento.

Quando existe indicação para tratar cirurgicamente as duas alterações, a abordagem conjunta permite realizá-las no mesmo tempo operatório. Dessa forma, evita-se programar procedimentos separados sem necessidade, desde que o tratamento combinado seja considerado adequado para aquele paciente.

Tratamento combinado de fissura anal com plicoma em São Paulo

Como é a cirurgia de fissura anal com plicoma?

A cirurgia é planejada de fissura anal com plicoma sentinela conforme as características da fissura, a presença de espasmo, os tratamentos já realizados e a necessidade de remover o plicoma sentinela. O procedimento pode ser realizado em regime ambulatorial ou hospitalar, com alta no mesmo dia em casos selecionados.

A técnica anestésica também varia conforme o procedimento e as condições do paciente. Por isso, a abordagem da fissura anal com plicoma não corresponde a uma única cirurgia: diferentes técnicas podem ser utilizadas isoladamente ou em associação após avaliação médica.

Esfincterotomia lateral interna

A esfincterotomia lateral interna é uma das principais técnicas utilizadas na cirurgia de fissura anal crônica, especialmente quando existe hipertonia do esfíncter interno e falha do tratamento conservador. O procedimento realiza uma secção controlada de parte desse músculo.

Ao reduzir a pressão do esfíncter interno, a técnica favorece a melhora da irrigação local e cria condições para a cicatrização da fissura. Na fissura anal com plicoma, a indicação deve considerar fatores individuais, principalmente aqueles relacionados ao risco de alteração da continência.

Fissurectomia e retirada do plicoma sentinela

A fissurectomia consiste na retirada do tecido fibrótico relacionado à fissura crônica e pode ser indicada isoladamente ou associada a outras técnicas. Quando a fissura anal com plicoma sentinela também requer tratamento cirúrgico, sua excisão pode ser realizada no mesmo procedimento.

Assim, o tratamento de plicoma sentinela deve considerar principalmente a fissura associada à alteração externa. A retirada do plicoma não é obrigatória em todos os casos e deve ser definida conforme sintomas, características locais e estratégia cirúrgica escolhida.

Riscos da cirurgia e a questão da continência

Como qualquer procedimento, a cirurgia pode apresentar complicações, como sangramento, infecção, dor persistente e alterações na cicatrização. Na esfincterotomia lateral interna, um dos aspectos mais importantes da avaliação pré-operatória é o possível impacto sobre a continência anal.

Alterações como dificuldade para controlar gases ou pequenas perdas podem ocorrer, e o risco varia conforme a extensão da seção muscular, características do paciente e função esfincteriana prévia. Por isso, antecedentes obstétricos, cirurgias anorretais e sintomas de incontinência devem ser considerados antes da indicação.

Nos casos de fissura anal com plicoma, a técnica deve ser individualizada para equilibrar cicatrização da fissura, tratamento da alteração externa e preservação da função esfincteriana. 

Atenção: Após a cirurgia, sangramento importante, febre, piora progressiva da dor ou alterações da continência devem ser comunicados ao cirurgião para avaliação.

Agendar avaliação com o Dr. Carlos Obregon em São Paulo

Como é a recuperação após a cirurgia combinada?

A recuperação da cirurgia de fissura anal com plicoma varia conforme as técnicas realizadas, a extensão do procedimento e a resposta individual. Dor e desconforto podem ser mais intensos nos primeiros dias, especialmente durante as evacuações, e costumam ser controlados com as medidas prescritas pelo cirurgião.

Nesse período, o cuidado intestinal é importante para evitar fezes ressecadas e esforço ao evacuar. Hidratação adequada, consumo de fibras e, quando indicados, medicamentos para regular a consistência das fezes podem contribuir para uma recuperação mais confortável.

O retorno ao trabalho e às atividades físicas depende da evolução da cicatrização e do tipo de atividade exercida. Funções com menor esforço físico podem ser retomadas mais cedo, enquanto exercícios intensos e levantamento de peso devem aguardar a liberação do cirurgião.

As orientações sobre higiene local, controle da dor e funcionamento intestinal também devem ser individualizadas. Os detalhes estão no conteúdo sobre a recuperação da cirurgia de fissura anal.

O plicoma pode voltar após a cirurgia?

Embora a recorrência não aconteça obrigatoriamente, ela pode ocorrer. Após o tratamento da fissura anal com plicoma, a evolução depende da cicatrização da região, do controle dos fatores que favorecem novas fissuras e da técnica utilizada para tratar cada alteração.

Um novo plicoma pode se formar caso haja recorrência da fissura, trauma repetido durante as evacuações ou alterações no processo de cicatrização. Por isso, tratar adequadamente a fissura associada é importante, mas não permite garantir que a alteração externa nunca volte a ocorrer.

Manter o intestino regulado, evitar esforço excessivo ao evacuar e seguir as orientações pós-operatórias ajuda a reduzir novos traumas na região anal. Caso surjam novamente dor, sangramento ou uma saliência local, a avaliação médica é indicada para identificar a causa.

Avaliação com o Dr. Carlos Obregon

Quando há fissura anal com plicoma, a avaliação médica deve considerar as duas alterações e a relação entre elas. A conduta pode envolver tratamento clínico ou cirúrgico, conforme a atividade da fissura, os sintomas, os achados do exame e a resposta às medidas já realizadas.

Entender quando a cirurgia de fissura anal é indicada também ajuda a compreender quais fatores são considerados antes de optar por um procedimento.

O Dr. Carlos Obregon (CRM-SP 177864 I RQE 107012 I RQE 107013), Cirurgião do Aparelho Digestivo em São Paulo, avalia a fissura, o plicoma associado e os fatores que podem interferir na escolha do tratamento. Quando existe indicação cirúrgica para ambas as alterações, também é possível analisar se a abordagem conjunta é adequada ao caso.

Agende sua consulta

Queixas persistentes, como dor, sangramento ou alteração na margem anal, devem ser investigadas para confirmar o diagnóstico e definir a conduta.

Diante do diagnóstico de fissura anal com plicoma, a avaliação médica permite estabelecer se o tratamento clínico é suficiente ou se há indicação de abordagem cirúrgica.

As informações fornecidas neste texto são apenas para fins informativos e educacionais e não substituem a consulta médica. Sempre procure orientação médica para diagnóstico e tratamento adequados.​​

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Conteúdo atualizado em 2026.

Carlos de Almeida Obregon I Cirurgia do Aparelho Digestivo I CRM-SP 177864 I RQE 107012 I RQE 107013

FAQ – Dúvidas frequentes sobre Fissura anal com plicoma: os dois podem ser tratados juntos?

1. Posso tratar plicoma e fissura anal em médicos diferentes?

O ideal é que a fissura anal com plicoma seja avaliada de forma integrada. O mesmo especialista pode analisar a relação entre as duas condições e definir se o tratamento deve ser conjunto.

2. Dá para retirar só o plicoma sem mexer na fissura anal?

Pode haver casos em que isso seja considerado, mas, se a fissura permanecer ativa, retirar apenas o plicoma pode não resolver o quadro. A indicação depende da avaliação da fissura e dos sintomas.

3. A cirurgia combinada de fissura e plicoma é com anestesia geral?

Não necessariamente. A cirurgia proctológica combinada pode ser feita com diferentes técnicas anestésicas. A escolha depende do procedimento, das condições clínicas e da avaliação pré-operatória.

4. Quanto tempo afastado após a cirurgia de fissura com plicoma?

O período de recuperação da cirurgia de fissura anal com plicoma varia conforme a técnica, a cicatrização e o tipo de trabalho. Atividades leves podem ser retomadas antes, enquanto esforços intensos dependem da evolução e da liberação médica.

5. Existe risco de incontinência após a cirurgia de fissura anal?

Sim, principalmente quando há esfincterotomia. O risco varia conforme técnica, extensão do procedimento e função esfincteriana prévia; por isso, a indicação deve ser individualizada.

6. Preciso de exames antes da cirurgia combinada de fissura e plicoma?

Depende do caso. Podem ser solicitados exames pré-operatórios e, quando há fissura atípica ou suspeita de outra doença, uma investigação complementar antes da cirurgia.

7. Plicoma sentinela é diferente de plicoma comum? Como saber?

Sim. O plicoma sentinela está associado à fissura crônica, enquanto outros plicomas podem ter outras causas. A avaliação médica diferencia as alterações pela localização, aspecto e presença da fissura.

8. Fissura crônica e plicoma: o tratamento conservador ainda funciona?

Pode funcionar em casos selecionados. A presença do plicoma não indica cirurgia automaticamente. O tratamento de plicoma sentinela e da fissura depende dos sintomas e da resposta clínica.

9. O plicoma volta se eu tratar só ele sem tratar a fissura?

Pode ocorrer nova alteração se a fissura permanecer ativa ou houver recorrência. Por isso, diante de pele extra no ânus com fissura, a avaliação deve considerar as duas condições em conjunto.

10. A cirurgia de fissura anal com plicoma é ambulatorial ou exige internação?

A cirurgia de fissura anal crônica com abordagem do plicoma pode ser ambulatorial em casos selecionados. Assim, a necessidade de internação depende da técnica, anestesia e condições clínicas.

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