O tratamento para megaesôfago pode variar conforme o tipo e o grau do distúrbio. Entenda mais!
A acalasia é um distúrbio motor primário do esôfago, que ocasiona como um de seus sintomas principais a disfagia, isto é, a dificuldade de engolir os alimentos. Dessa forma, a condição representa um problema na forma como esse órgão se movimenta e transporta alimentos.
Embora sua causa não esteja definida, essa doença decorre da degeneração nervosa que impede o relaxamento adequado do Esfíncter Esofágico Inferior (EEI), a válvula muscular que conecta o esôfago ao estômago. O alimento “entala”, causando desconforto ao paciente, reduzindo a sua qualidade de vida.
Como gastrocirurgião, o Dr. Carlos Obregon entende que a escolha do melhor tratamento deve ser discutida e personalizada para cada caso. Neste texto, faremos uma análise detalhada e técnica das opções como POEM e cirurgia laparoscópica, focando na segurança do paciente a longo prazo.
Quais são os sintomas de acalasia?
A manifestação clínica mais comum dela é a dificuldade de engolir, tecnicamente chamada de disfagia, afetando tanto sólidos quanto líquidos. Pacientes costumam buscar ajuda após anos de progressão lenta dos sintomas.
Outros sinais mais comuns de megaesôfago são:
- Dor no peito (não cardíaca).
- Azia ou sensação de “caroço na garganta”.
- Regurgitação de alimentos não digeridos.
- Vômitos.
- Perda de peso pela dificuldade de se alimentar normalmente.
Manometria e os tipos de acalásia
Para quem busca o melhor tratamento, o diagnóstico preciso é o ponto de partida. A manometria esofágica de alta resolução permite classificar a doença em três tipos conforme o comportamento do esôfago.
- Tipo I: o esôfago não contrai, dificultando a passagem do alimento.
- Tipo II: o alimento é empurrado, mas de forma desorganizada, elevando a pressão interna.
- Tipo III: há contrações muito fortes e espásticas, causando dor e tornando a deglutição mais difícil que nos outros casos.
Essa tipologia é muito importante para definir o prognóstico e, crucialmente, direcionar o tratamento mais eficaz para combater a dificuldade de engolir.
No entanto, a avaliação não para por aí. A endoscopia digestiva alta é uma ferramenta importante. Ela é solicitada pois a acalasia está associada, ao longo da vida, a um aumento do risco de tumores malignos do esôfago, especialmente o carcinoma escamoso ou espinocelular.
Ela também avalia possíveis causas para a disfagia como possíveis tumores ou outras condições como esofagite intensa por refluxo, por exemplo. Em suma, sua finalidade está em descartar complicações e outros diagnósticos potencialmente graves.
Antes de qualquer decisão sobre o procedimento, a avaliação por um gastrocirurgião ou especialista é vital para traçar o plano terapêutico e garantir que a etiologia correta seja tratada.
Dilatação e toxina: tratamentos ou paliativos?
As opções não cirúrgicas, como a Dilatação Pneumática (uso de balão para romper as fibras musculares do EEI) e a Injeção de Toxina Botulínica, não são consideradas soluções definitivas, pois seu efeito é temporário e limitado para grande parte dos pacientes.
Embora resolvam a dificuldade de engolir momentaneamente, exigem múltiplas sessões de repetição ao longo do tempo.
Por isso, seu uso pode ser bem recomendado para pacientes que não tenham condições de se submeter a procedimentos mais invasivos, caso de pacientes idosos, frágeis ou com comorbidades graves que os tornem inaptos para uma cirurgia laparoscópica ou miotomia endoscópica peroral.
POEM ou cirurgia laparoscópica: qual é a melhor escolha para o tratamento?
O objetivo principal no tratamento para acalasia é realizar a miotomia: corte das fibras musculares do EEI. O debate central reside no método de acesso: POEM ou cirurgia laparoscópica (Miotomia de Heller).
O que o paciente deve saber é que o risco de refluxo pós-operatório é a principal fonte de complicações pós-operatórias e o ponto crucial de divergência entre as técnicas. Nos casos em que o gastrocirurgião opta pela cirurgia, o foco na prevenção do refluxo é máximo.
Laparoscopia: maior segurança para o antirrefluxo nos tipos 1 e 2
A cirurgia laparoscópica (Miotomia de Heller) geralmente é recomendada para os tipos 1 e 2 (os mais comuns e prevalentes).
O principal diferencial da cirurgia laparoscópica é a inclusão da fundoplicatura (criação de uma válvula antirrefluxo) no mesmo ato cirúrgico. Esta adição reduz drasticamente o risco de refluxo pós-operatório em comparação com o POEM, garantindo ao paciente uma melhor qualidade de vida a longo prazo.
POEM: indicação ideal para tipo 3
Essa é uma técnica de miotomia endoscópica peroral realizada sem cortes externos. É o tratamento de melhor perfil para a acalasia do tipo 3 (aquela com contrações espásticas muito intensas), pois o acesso endoscópico permite ao médico seccionar um segmento maior do músculo doente.
Observações sobre o POEM
Embora o POEM seja uma cirurgia sem cortes, o que acaba sendo muito atrativa para os pacientes de uma forma geral e que resolva de fato a dificuldade de engolir, é necessário pontuar algumas observações.
A principal delas é que por não permitir a criação de uma válvula antirrefluxo, a miotomia endoscópica peroral pode fazer com que o paciente desenvolva uma complicação poucas vezes relatada no pós-operatório: o refluxo. Com isso, o paciente tende a precisar de remédios de forma contínua, já que a queimação constante o impede de se alimentar direito.
Além disso, tanto em casos de megaesôfago quanto de refluxo, de forma descontrolada, complicações maiores a longo prazo podem ocorrer como:
- Inflamação crônica do esôfago.
- Risco de erosão e úlceras.
- Estreitamento do tubo esofágico.
- Em casos muito graves, câncer no esôfago.
Vale destacar que este texto não se trata de superioridade, mas sim de diferenciais de um procedimento em relação a outro.
Tanto POEM quanto a cirurgia laparoscópica são equivalentes em sucesso terapêutico, dor pós-operatória, riscos e tempo de internação. No entanto, o que diferencia é que o POEM está mais associado a refluxo no seguimento tardio.
Monitoramento pós-operatório e vigilância oncológica
Mesmo após um tratamento bem-sucedido, o acompanhamento de longo prazo é obrigatório. O simples fato de ter tido megaesôfago é um fator de risco aumentado para câncer (podendo ser até 20 vezes maior em comparação com a população geral) ao longo da vida.
Além disso, a vigilância contínua serve para evitar que o esôfago doente, por anos de retenção alimentar, evolua para um megaesôfago extremo e para verificar a recorrência da dificuldade de engolir. Por isso, a supervisão de um gastrocirurgião é essencial após a cirurgia laparoscópica ou o POEM.
Dr. Carlos Obregon e a MEF em um cuidado integral
A escolha do método mais eficaz contra o megaesôfago exige uma avaliação que pondera a classificação da doença, os riscos de refluxo e o prognóstico a longo prazo.
O Dr. Obregon, gastrocirurgião experiente em cirurgia laparoscópica, oferece a expertise necessária para guiar o paciente nesta decisão. Ele não realiza POEM, nem outros procedimentos endoscópicos, porém isso não o impede de avaliar cuidadosamente e indicar o melhor tratamento de acalasia.
Ele atende no Instituto Medicina em Foco, um centro de saúde conhecido por sua excelente localização e infraestrutura completa. Na MEF, além do gastrocirurgião, você tem acesso a diversos profissionais de outras especialidades, garantindo um atendimento completo e multidisciplinar.
Priorizando a segurança e a recuperação funcional, o Dr. Obregon e sua equipe estão prontos para atendê-lo e fornecer um plano de tratamento personalizado e definitivo.
Agende sua consulta
Agende sua consulta e inicie o quanto antes o tratamento do megaesôfago. Conte com o Instituto Medicina em Foco e o gastrocirurgião Dr. Obregon durante esse processo.
🏥 Endereço do Instituto Medicina em Foco: Rua Frei Caneca 1380, Consolação, São Paulo, CEP 01307-000.
🕗 Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 8h às 21h.
📞 Telefone: (11) 94061-1603
Para mais informações, siga o Dr. Carlos Obregon nas redes sociais:
- Instagram: @drcarlosobregon
- Doctoralia: Dr. Carlos Obregon
Carlos de Almeida Obregon I Cirurgia do Aparelho Digestivo I CRM-SP 177864 I RQE 107012 I RQE 107013
FAQ – Perguntas frequentes sobre acalasia: qual é o tratamento mais indicado
1. Como posso perceber que minha dificuldade de engolir pode estar relacionada à acalasia?
A principal pista é a dificuldade de engolir (disfagia) que afeta tanto alimentos sólidos quanto líquidos, e pode ser acompanhada de dor no peito ou regurgitação de comida não digerida.
2. Acalasia pode ser evitada com tratamento precoce?
O megaesôfago, como essa doença também é conhecida, é um distúrbio motor primário causado por degeneração nervosa, não podendo ser evitada ou curada com tratamento.
3. Qual é o melhor momento para procurar um gastrocirurgião?
O melhor momento é assim que você notar a dificuldade de engolir persistente.
4. A POEM é realmente menos invasiva do que a Miotomia de Heller?
O POEM é minimamente invasivo por ser realizado por via endoscópica, sem cortes externos. A Miotomia de Heller também é minimamente invasiva,, com o diferencial de permitir a criação da válvula antirrefluxo no mesmo ato.
5. Ter refluxo no pós-operatório é comum após o POEM? Na cirurgia laparoscópica também ocorre?
Sim, o refluxo é uma complicação comum, especialmente após o POEM, que não inclui o mecanismo antirrefluxo. No entanto, a cirurgia laparoscópica minimiza esse risco ao realizar a fundoplicatura.
6. Quais são os tipos de acalasia e como eles influenciam o resultado do tratamento?
Existem três tipos, diagnosticados pela Manometria. Pacientes com tipo 3 têm melhor resposta ao POEM, enquanto os que possuem tipos 1 e 2 (os mais comuns) geralmente se beneficiam mais da cirurgia laparoscópica devido à prevenção do refluxo.
7. Ter megaesôfago aumenta o risco de desenvolver câncer?
O esôfago doente, por anos de retenção de alimentos e inflamação crônica, tem um risco aumentado de desenvolver câncer no esôfago ao longo da vida (risco até 20 vezes maior).
8. Como é o processo de recuperação depois do tratamento para acalasia?
A recuperação após a cirurgia laparoscópica (Miotomia de Heller) é geralmente rápida e envolve baixa dor pós-operatória. O paciente costuma ter alta em 1 a 2 dias.







0 comentários