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Acalasia: qual é o tratamento mais indicado?

09/12/2025 - 12:00

O tratamento para megaesôfago pode variar conforme o tipo e o grau do distúrbio. Entenda mais!

A acalasia é um distúrbio motor primário do esôfago, que ocasiona como um de seus sintomas principais a disfagia, isto é, a dificuldade de engolir os alimentos. Dessa forma, a condição representa um problema na forma como esse órgão se movimenta e transporta alimentos. 

Embora sua causa não esteja definida, essa doença decorre da degeneração nervosa que impede o relaxamento adequado do Esfíncter Esofágico Inferior (EEI), a válvula muscular que conecta o esôfago ao estômago. O alimento “entala”, causando desconforto ao paciente, reduzindo a sua qualidade de vida.

Como gastrocirurgião, o  Dr. Carlos Obregon entende que a escolha do melhor tratamento deve ser discutida e personalizada para cada caso. Neste texto, faremos uma análise detalhada e técnica das opções como POEM e cirurgia laparoscópica, focando na segurança do paciente a longo prazo.

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Quais são os sintomas de acalasia?

A manifestação clínica mais comum dela é a dificuldade de engolir, tecnicamente chamada de disfagia, afetando tanto sólidos quanto líquidos. Pacientes costumam buscar ajuda após anos de progressão lenta dos sintomas.

Outros sinais mais comuns de megaesôfago são:

  • Dor no peito (não cardíaca).
  • Azia ou sensação de “caroço na garganta”.
  • Regurgitação de alimentos não digeridos.
  • Vômitos.
  • Perda de peso pela dificuldade de se alimentar normalmente.

Manometria e os tipos de acalásia

Para quem busca o melhor tratamento, o diagnóstico preciso é o ponto de partida. A manometria esofágica de alta resolução permite classificar a doença em três tipos conforme o comportamento do esôfago. 

  • Tipo I: o esôfago não contrai, dificultando a passagem do alimento.
  • Tipo II: o alimento é empurrado, mas de forma desorganizada, elevando a pressão interna.
  • Tipo III: há contrações muito fortes e espásticas, causando dor e tornando a deglutição mais difícil que nos outros casos.

Essa tipologia é muito importante para definir o prognóstico e, crucialmente, direcionar o tratamento mais eficaz para combater a dificuldade de engolir.

No entanto, a avaliação não para por aí. A endoscopia digestiva alta é uma ferramenta importante. Ela é solicitada pois a acalasia está associada, ao longo da vida, a um aumento do risco de tumores malignos do esôfago, especialmente o carcinoma escamoso ou espinocelular.

Ela também avalia possíveis causas para a disfagia como possíveis tumores ou outras condições como esofagite intensa por refluxo, por exemplo. Em suma, sua finalidade está em descartar complicações e outros diagnósticos potencialmente graves.

Antes de qualquer decisão sobre o procedimento, a avaliação por um gastrocirurgião ou especialista é vital para traçar o plano terapêutico e garantir que a etiologia correta seja tratada.

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Dilatação e toxina: tratamentos ou paliativos?

As opções não cirúrgicas, como a Dilatação Pneumática (uso de balão para romper as fibras musculares do EEI) e a Injeção de Toxina Botulínica, não são consideradas soluções definitivas, pois seu efeito é temporário e limitado para grande parte dos pacientes.

Embora resolvam a dificuldade de engolir momentaneamente, exigem múltiplas sessões de repetição ao longo do tempo. 

Por isso, seu uso pode ser bem recomendado para pacientes que não tenham condições de se submeter a procedimentos mais invasivos, caso de pacientes idosos, frágeis ou com comorbidades graves que os tornem inaptos para uma cirurgia laparoscópica ou miotomia endoscópica peroral.

Se as medicações não estão mais aliviando sua dificuldade de engolir, explore opções definitivas. Fale com um gastrocirurgião!

POEM ou cirurgia laparoscópica: qual é a melhor escolha para o tratamento?

O objetivo principal no tratamento para acalasia é realizar a miotomia: corte das fibras musculares do EEI. O debate central reside no método de acesso: POEM ou cirurgia laparoscópica (Miotomia de Heller). 

O que o paciente deve saber é que o risco de refluxo pós-operatório é a principal fonte de complicações pós-operatórias e o ponto crucial de divergência entre as técnicas. Nos casos em que o gastrocirurgião opta pela cirurgia, o foco na prevenção do refluxo é máximo.

Laparoscopia: maior segurança para o antirrefluxo nos tipos 1 e 2

A cirurgia laparoscópica (Miotomia de Heller) geralmente é recomendada para os tipos 1 e 2 (os mais comuns e prevalentes). 

O principal diferencial da cirurgia laparoscópica é a inclusão da fundoplicatura (criação de uma válvula antirrefluxo) no mesmo ato cirúrgico. Esta adição reduz drasticamente o risco de refluxo pós-operatório em comparação com o POEM, garantindo ao paciente uma melhor qualidade de vida a longo prazo.

POEM: indicação ideal para tipo 3

Essa é uma técnica de miotomia endoscópica peroral realizada sem cortes externos. É o tratamento de melhor perfil para a acalasia do tipo 3 (aquela com contrações espásticas muito intensas), pois o acesso endoscópico permite ao médico seccionar um segmento maior do músculo doente.

Observações sobre o POEM

Embora o POEM seja uma cirurgia sem cortes, o que acaba sendo muito atrativa para os pacientes de uma forma geral e que resolva de fato a dificuldade de engolir, é necessário pontuar algumas observações.

A principal delas é que por não permitir a criação de uma válvula antirrefluxo, a miotomia endoscópica peroral pode fazer com que o paciente desenvolva uma complicação poucas vezes relatada no pós-operatório: o refluxo. Com isso, o paciente tende a precisar de remédios de forma contínua, já que a queimação constante o impede de se alimentar direito. 

Além disso, tanto em casos de megaesôfago quanto de refluxo, de forma descontrolada, complicações maiores a longo prazo podem ocorrer como:

  • Inflamação crônica do esôfago.
  • Risco de erosão e úlceras.
  • Estreitamento do tubo esofágico.
  • Em casos muito graves, câncer no esôfago.

Vale destacar que este texto não se trata de superioridade, mas sim de diferenciais de um procedimento em relação a outro. 

Tanto POEM quanto a cirurgia laparoscópica são equivalentes em sucesso terapêutico, dor pós-operatória, riscos e tempo de internação. No entanto, o que diferencia é que o POEM está mais associado a refluxo no seguimento tardio.

Monitoramento pós-operatório e vigilância oncológica

Mesmo após um tratamento bem-sucedido, o acompanhamento de longo prazo é obrigatório. O simples fato de ter tido megaesôfago é um fator de risco aumentado para câncer (podendo ser até 20 vezes maior em comparação com a população geral) ao longo da vida.

Além disso, a vigilância contínua serve para evitar que o esôfago doente, por anos de retenção alimentar, evolua para um megaesôfago extremo e para verificar a recorrência da dificuldade de engolir. Por isso, a supervisão de um gastrocirurgião é essencial após a cirurgia laparoscópica ou o POEM.

Fale com o gastrocirurgião Dr. Obregon e avalie seu caso com segurança! Proteja-se contra o megaesôfago e o câncer no esôfago.

Dr. Carlos Obregon e a MEF em um cuidado integral

A escolha do método mais eficaz contra o megaesôfago exige uma avaliação que pondera a classificação da doença, os riscos de refluxo e o prognóstico a longo prazo. 

O Dr. Obregon, gastrocirurgião experiente em cirurgia laparoscópica, oferece a expertise necessária para guiar o paciente nesta decisão. Ele não realiza POEM, nem outros procedimentos endoscópicos, porém isso não o impede de avaliar cuidadosamente e indicar o melhor tratamento de acalasia.

Ele atende no Instituto Medicina em Foco, um centro de saúde conhecido por sua excelente localização e infraestrutura completa. Na MEF, além do  gastrocirurgião, você tem acesso a diversos profissionais de outras especialidades, garantindo um atendimento completo e multidisciplinar. 

Priorizando a segurança e a recuperação funcional, o Dr. Obregon e sua equipe estão prontos para atendê-lo e fornecer um plano de tratamento personalizado e definitivo.

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FAQ – Perguntas frequentes sobre acalasia: qual é o tratamento mais indicado

1. Como posso perceber que minha dificuldade de engolir pode estar relacionada à acalasia?

A principal pista é a dificuldade de engolir (disfagia) que afeta tanto alimentos sólidos quanto líquidos, e pode ser acompanhada de dor no peito ou regurgitação de comida não digerida.

2. Acalasia pode ser evitada com tratamento precoce?

O megaesôfago, como essa doença também é conhecida,  é um distúrbio motor primário causado por degeneração nervosa, não podendo ser evitada ou curada com tratamento. 

3. Qual é o melhor momento para procurar um gastrocirurgião?

O melhor momento é assim que você notar a dificuldade de engolir persistente. 

4. A POEM é realmente menos invasiva do que a Miotomia de Heller?

O POEM é minimamente invasivo por ser realizado por via endoscópica, sem cortes externos. A Miotomia de Heller também é minimamente invasiva,, com o diferencial de permitir a criação da válvula antirrefluxo no mesmo ato.

5. Ter refluxo no pós-operatório é comum após o POEM? Na cirurgia laparoscópica também ocorre?

Sim, o refluxo é uma complicação comum, especialmente após o POEM, que não inclui o mecanismo antirrefluxo. No entanto, a cirurgia laparoscópica minimiza esse risco ao realizar a fundoplicatura.

6. Quais são os tipos de acalasia e como eles influenciam o resultado do tratamento?

Existem três tipos, diagnosticados pela Manometria. Pacientes com tipo 3 têm melhor resposta ao POEM, enquanto os que possuem tipos 1 e 2 (os mais comuns) geralmente se beneficiam mais da cirurgia laparoscópica devido à prevenção do refluxo.

7. Ter megaesôfago aumenta o risco de desenvolver câncer?

O esôfago doente, por anos de retenção de alimentos e inflamação crônica, tem um risco aumentado de desenvolver câncer no esôfago ao longo da vida (risco até 20 vezes maior).

8. Como é o processo de recuperação depois do tratamento para acalasia?

A recuperação após a cirurgia laparoscópica (Miotomia de Heller) é geralmente rápida e envolve baixa dor pós-operatória. O paciente costuma ter alta em 1 a 2 dias. 

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