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Colectomia: tipos, técnicas e recuperação

18/09/2026 - 16:00

A colectomia é a cirurgia destinada à retirada de uma parte ou da totalidade do cólon. A extensão da retirada depende da doença tratada, de sua localização e das características individuais do paciente, fatores que também orientam o planejamento da reconstrução intestinal.

O procedimento pode ser indicado em casos selecionados de câncer colorretal, diverticulite complicada, doença de Crohn, retocolite ulcerativa e outras condições que comprometem o intestino grosso. A indicação considera o diagnóstico, a extensão da doença e as alternativas terapêuticas disponíveis.

Dr. Carlos Obregon, cirurgião do aparelho digestivo em São Paulo, apresenta neste guia os principais tipos de colectomia, as diferenças entre as técnicas cirúrgicas e os aspectos que fazem parte da recuperação após o procedimento.

Em situações relacionadas à doença diverticular, o conteúdo sobre cirurgia de diverticulite: quando é necessária complementa a compreensão sobre as circunstâncias nas quais a retirada de um segmento do cólon pode ser considerada.

Ao longo do conteúdo, serão abordados o planejamento da cirurgia, as possibilidades de acesso cirúrgico, a reconstrução do trânsito intestinal e os principais cuidados do período pós-operatório.

Colectomia com o Dr. Carlos Obregon em São Paulo

O que é a colectomia e quando ela é indicada?

A colectomia é a retirada cirúrgica de parte ou da totalidade do cólon, segmento do intestino grosso que se estende do intestino delgado ao reto. O objetivo é remover a área comprometida e, quando as condições permitem, reconstruir o trânsito intestinal.

Principais indicações

O câncer colorretal está entre as principais indicações. A cirurgia também pode ser necessária em casos selecionados de diverticulite complicada, doença de Crohn, retocolite ulcerativa, vólvulo do sigmoide e polipose adenomatosa familiar, conforme a extensão e a gravidade da doença.

A ressecção intestinal permite retirar o segmento comprometido. No câncer, o planejamento segue princípios oncológicos, incluindo a remoção do tumor com margens adequadas e dos linfonodos relacionados à drenagem linfática da região.

Nas doenças inflamatórias intestinais, a indicação depende da evolução clínica e das complicações. A cirurgia pode ser considerada diante de:

  • Doença refratária ao tratamento medicamentoso
  • Estenoses
  • Perfuração
  • Sangramento grave
  • Displasia
  • Câncer, entre outras situações.

Colectomia de urgência ou eletiva

A cirurgia de urgência pode ser necessária diante de complicações como perfuração, peritonite, obstrução intestinal ou sangramento grave. Nesses cenários, o quadro clínico e a menor possibilidade de preparo pré-operatório podem aumentar a complexidade e os riscos do procedimento.

Quando há possibilidade de planejamento, a colectomia eletiva permite avaliação pré-operatória, definição da técnica e preparo adequado do paciente. O diagnóstico e o acompanhamento da doença ajudam a identificar o momento apropriado para a intervenção antes do desenvolvimento de complicações que exijam uma cirurgia de emergência.

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Quais são os tipos de colectomia?

O tipo do procedimento é definido de acordo com o segmento do cólon comprometido, a extensão da doença e o objetivo do tratamento. Por isso, diferentes nomes podem aparecer no planejamento cirúrgico, cada um correspondente à região que será retirada.

Hemicolectomia direita ou esquerda

A hemicolectomia direita ou esquerda envolve a retirada de segmentos distintos do intestino grosso. A direita inclui geralmente o ceco e o cólon ascendente, podendo alcançar parte do transverso; a esquerda abrange o cólon descendente e, conforme o caso, segmentos adjacentes.

Após a retirada, o trânsito intestinal pode ser reconstruído por meio de uma anastomose entre os segmentos preservados. A extensão exata da cirurgia varia conforme a localização da lesão, sua irrigação sanguínea e, nos casos de câncer, os princípios da ressecção oncológica.

Sigmoidectomia

A sigmoidectomia consiste na retirada do cólon sigmoide, localizado entre o cólon descendente e o reto. Pode ser indicada, por exemplo, no tratamento cirúrgico da diverticulite complicada e de tumores localizados nessa região.

Quando as condições locais e clínicas são favoráveis, o cólon remanescente pode ser conectado ao reto por uma anastomose. A possibilidade de realizar essa reconstrução depende da doença, da condição dos tecidos e das circunstâncias nas quais a operação é realizada.

Colectomia subtotal ou total

Na colectomia subtotal, grande parte do cólon é retirada, mas um segmento é preservado. Já a colectomia total remove todo o cólon, mantendo ou não outras estruturas conforme a operação planejada. A indicação depende da distribuição da doença e não apenas de sua gravidade.

Procedimentos mais extensos podem ser considerados em condições como:

  • Polipose adenomatosa familiar.
  • Retocolite ulcerativa.
  • Doenças que comprometem diferentes segmentos do cólon. 

Em algumas situações, a operação necessária também envolve a retirada do reto, caracterizando uma proctocolectomia.

A colectomia total não determina, isoladamente, a necessidade de uma ostomia definitiva. Quando o reto pode ser preservado, uma possibilidade é conectar o intestino delgado a ele. Em outras operações, a reconstrução pode seguir técnicas diferentes, conforme a doença, a anatomia e a função esfincteriana.

Com reconexão ou com ostomia

Após retirar o segmento comprometido, o cirurgião pode unir as extremidades preservadas por meio de uma anastomose ou exteriorizar uma porção do intestino por meio da parede abdominal, formando uma ostomia. A reconexão do intestino após cirurgia depende da segurança dessa união em cada caso.

A decisão considera fatores como:

  • Irrigação sanguínea dos tecidos.
  • Tensão sobre a anastomose.
  • Presença de contaminação ou infecção.
  • Estado clínico do paciente.
  • Localização da reconstrução. 

Esses elementos ajudam a estimar o risco associado à união intestinal.

Em cirurgias de urgência, inflamação intensa, perfuração ou contaminação abdominal podem tornar a anastomose imediata inadequada em determinados pacientes. Já na colectomia eletiva, o planejamento pré-operatório permite avaliar previamente se a reconstrução do trânsito intestinal é tecnicamente segura.

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Técnicas cirúrgicas

A colectomia pode ser realizada por cirurgia aberta, laparoscopia ou plataforma robótica. A escolha da via depende da doença, da extensão da operação, da anatomia do paciente, de cirurgias anteriores e da experiência e estrutura disponíveis para o procedimento.

Cirurgia aberta

Na cirurgia aberta, o acesso ao abdome é feito por uma incisão maior. Essa abordagem pode ser necessária em situações de urgência, contaminação abdominal importante, aderências extensas, tumores localmente avançados ou outros cenários em que o acesso minimamente invasivo não seja adequado.

Por exigir uma incisão abdominal mais extensa, a técnica aberta pode estar associada a maior dor pós-operatória e recuperação mais prolongada em comparação às abordagens minimamente invasivas. Ainda assim, permanece uma alternativa segura quando corretamente indicada.

Colectomia laparoscópica

A via laparoscópica é uma técnica consolidada para diversos procedimentos eletivos do cólon. A operação é realizada por pequenas incisões, pelas quais são introduzidos uma câmera e instrumentos que permitem mobilizar e retirar o segmento intestinal planejado.

Em pacientes selecionados, a laparoscopia está associada a menor trauma da parede abdominal, redução da dor pós-operatória e recuperação funcional mais rápida em comparação à cirurgia aberta. Sua indicação, porém, depende das condições clínicas e técnicas de cada procedimento.

Colectomia robótica

A cirurgia robótica utiliza os mesmos princípios da abordagem minimamente invasiva, mas os instrumentos são controlados pelo cirurgião por meio de uma plataforma. O sistema proporciona visão tridimensional ampliada e maior amplitude de movimento dos instrumentos.

A cirurgia robótica do cólon, termo utilizado para esse tipo de abordagem, pode oferecer vantagens técnicas em determinadas anatomias ou operações de maior complexidade. Entretanto, esses recursos não significam, por si só, melhores resultados clínicos ou oncológicos.

Quando adequadamente indicadas e executadas, as abordagens laparoscópica e robótica podem alcançar resultados oncológicos comparáveis. A escolha entre elas considera características da doença, anatomia, experiência da equipe, disponibilidade tecnológica e custos envolvidos.

Comparativo das três técnicas

As diferenças entre as vias cirúrgicas ajudam a compreender o planejamento, mas não estabelecem uma técnica universalmente superior.

Aspecto Aberta Laparoscópica Robótica
Acesso abdominal Incisão maior Pequenas incisões Pequenas incisões
Visualização Direta Câmera com ampliação Visão tridimensional ampliada
Instrumentação Convencional Instrumentos laparoscópicos Instrumentos articulados controlados pelo cirurgião
Recuperação Pode ser mais prolongada Frequentemente mais rápida em casos selecionados Semelhante à laparoscopia em muitos cenários
Situações de uso Urgências e casos nas quais a via minimamente invasiva não é adequada Diversas cirurgias eletivas do cólon Casos selecionados em que os recursos da plataforma possam auxiliar
Custo e estrutura Menor dependência tecnológica Necessita equipamento laparoscópico Maior custo e necessidade de plataforma específica

No tratamento do câncer, a via de acesso não substitui os princípios da cirurgia oncológica. A retirada adequada do segmento comprometido, das margens necessárias e dos linfonodos correspondentes continua sendo determinante, independentemente de a operação ser aberta, laparoscópica ou robótica.

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A ostomia é sempre necessária?

Não. A necessidade de ostomia depende da doença tratada, do segmento retirado, das condições do intestino e da segurança para realizar uma anastomose. Quando essas condições são favoráveis, o trânsito intestinal pode ser reconstruído durante a própria cirurgia.

O estoma temporário após colectomia pode ser utilizado para desviar o trânsito intestinal e proteger uma anastomose considerada de maior risco. Também pode ser necessário quando não é seguro realizar a reconexão no mesmo procedimento, especialmente em situações de urgência, inflamação ou contaminação abdominal.

Quando temporário, o fechamento do estoma é avaliado após a recuperação e a confirmação de que as condições para reconstruir o trânsito intestinal são adequadas. O momento da reversão varia conforme a cicatrização, o tratamento da doença de base e o estado clínico do paciente.

Já a ostomia definitiva pode ser necessária quando não há condições anatômicas ou funcionais para restabelecer o trânsito pelo ânus. Essa situação depende do tipo e da extensão da cirurgia, podendo ocorrer, por exemplo, quando o procedimento também exige a retirada do reto e do aparelho esfincteriano.

Entre os estomas intestinais mais utilizados estão a colostomia, formada a partir do cólon, e a ileostomia, confeccionada com o intestino delgado. Na ileostomia, o conteúdo tende a ser mais líquido e volumoso, exigindo atenção especial à hidratação e às perdas de sais minerais.

A possibilidade de uma ostomia deve fazer parte do planejamento e da orientação pré-operatória sempre que houver esse risco. O conteúdo sobre como se adaptar e ter qualidade de vida com a ostomia explica os cuidados envolvidos nessa fase do tratamento.

Como é o preparo pré-operatório?

O preparo para a cirurgia começa pela avaliação clínica e pela definição dos cuidados necessários para cada paciente. Podem ser solicitados exames laboratoriais, avaliação cardiológica quando indicada, orientação sobre jejum, revisão das medicações e preparo intestinal conforme o protocolo adotado.

Medicamentos que aumentam o risco de sangramento, como anticoagulantes e antiagregantes, exigem planejamento individualizado. A decisão sobre suspensão ou manutenção considera o motivo do uso e o equilíbrio entre os riscos de sangramento e trombose.

Quando existe possibilidade de ostomia, a avaliação pré-operatória também pode incluir a demarcação do local do estoma. São considerados fatores que interferem nos cuidados posteriores com a bolsa coletora, como::

  • Anatomia.
  • Dobras da pele.
  • Linha da cintura.
  • Capacidade de visualização

Essas etapas permitem identificar riscos modificáveis antes da cirurgia. Quando o paciente apresenta perda de peso, redução da capacidade funcional, doenças associadas ou outros fatores que comprometam a recuperação, o preparo pode ser ampliado com medidas de pré-habilitação.

Qual é o papel da pré-habilitação?

A pré-habilitação é uma estratégia complementar ao preparo convencional para a colectomia. Seu objetivo é melhorar a reserva funcional do paciente antes da operação, por meio de intervenções planejadas em áreas como nutrição, atividade física e controle das condições clínicas associadas.

A estratégia pode incluir:

  • Correção de déficits nutricionais.
  • Orientação alimentar.
  • Exercícios compatíveis com a capacidade do paciente. 

O programa é individualizado e depende do tempo disponível até a cirurgia, sem atrasar um procedimento que tenha indicação de ser realizado em prazo mais curto.

Assim, a pré-habilitação não substitui exames, preparo intestinal, revisão de medicamentos ou outras medidas pré-operatórias. Ela complementa esse planejamento em pacientes selecionados, buscando melhorar as condições clínicas e funcionais com que o organismo chega ao procedimento.

Como é a recuperação do procedimento?

A recuperação da colectomia começa ainda no hospital e envolve controle da dor, mobilização precoce, retomada da alimentação e acompanhamento do funcionamento intestinal. O ritmo varia conforme a extensão da operação, a via de acesso e a evolução clínica.

Tempo de internação

Em cirurgias colorretais eletivas, especialmente quando realizadas por via minimamente invasiva e associadas a protocolos de recuperação acelerada, estudos publicados no Annals of Proctology descrevem internação em torno de 3 a 5 dias. O período pode ser maior conforme a extensão da cirurgia, as condições clínicas e a ocorrência de complicações. 

Cirurgias minimamente invasivas podem favorecer uma recuperação mais rápida em pacientes selecionados. Quando há ostomia, o período de internação também precisa permitir orientação sobre esvaziamento, troca da bolsa, cuidados com a pele e reconhecimento de alterações do estoma.

Reinício da alimentação

A alimentação costuma ser retomada precocemente, conforme a tolerância e o protocolo adotado pela equipe. Em vez de aguardar obrigatoriamente o funcionamento completo do intestino, a progressão pode começar ainda no período pós-operatório inicial, quando não há contraindicações.

Após a alta, consistência, volume e variedade dos alimentos são ajustados conforme a resposta intestinal. Náuseas, distensão, frequência das evacuações e presença de ostomia podem modificar essa progressão; por isso, as orientações nutricionais são individualizadas.

Retorno às atividades

A mobilização é estimulada desde as primeiras etapas da recuperação. Sentar-se, levantar-se e caminhar progressivamente ajudam a reduzir a imobilidade, favorecem a função respiratória e intestinal e integram as medidas utilizadas para diminuir o risco de trombose.

Já o retorno ao trabalho, à direção e aos exercícios depende da extensão da cirurgia, da cicatrização e das exigências de cada atividade. Após a cirurgia, essas liberações devem ocorrer progressivamente e de acordo com a avaliação da equipe cirúrgica.

Adaptação do intestino

Após a colectomia, especialmente quando uma extensão maior do cólon é removida, podem ocorrer evacuações mais frequentes, fezes amolecidas ou mudanças na urgência evacuatória. A intensidade dessas alterações depende do segmento retirado e do tipo de reconstrução realizada.

Com a adaptação intestinal, o padrão de evacuação pode se modificar gradualmente. Alimentação, hidratação e, quando necessário, acompanhamento nutricional ajudam a manejar essa fase, enquanto alterações persistentes ou intensas devem ser avaliadas pela equipe responsável.

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Quais os riscos e as complicações da colectomia?

Como toda cirurgia abdominal de grande porte, a colectomia pode apresentar complicações, cuja frequência varia conforme a extensão do procedimento, a doença tratada, as condições clínicas do paciente e o tipo de reconstrução intestinal realizada.

Entre os riscos imediatos estão sangramento, infecção, trombose, complicações respiratórias, íleo pós-operatório e deiscência da anastomose. Esta última ocorre quando há falha na cicatrização da união entre os segmentos intestinais, permitindo o extravasamento de conteúdo.

Nas primeiras semanas, a equipe também acompanha a retomada da alimentação, o funcionamento intestinal e a cicatrização da ferida. Mobilização precoce, controle da dor e medidas de prevenção de trombose auxiliam na recuperação e na redução de riscos evitáveis.

Já as complicações tardias podem surgir semanas, meses ou mesmo anos depois. Entre elas estão hérnia na cicatriz cirúrgica, obstrução intestinal relacionada a aderências, alterações persistentes do hábito intestinal e, em alguns pacientes, estreitamento da anastomose.

Quando existe ostomia, também podem ocorrer complicações específicas, como irritação da pele, retração, prolapso ou hérnia ao redor do estoma. O acompanhamento permite identificar essas alterações e definir o tratamento conforme sua intensidade e repercussão.

Quando procurar atendimento de emergência?

Febre persistente, dor abdominal intensa ou em piora, distensão abdominal progressiva, vômitos repetidos, dificuldade importante para se alimentar, falta de ar, sangramento significativo ou alteração importante do estado geral exigem avaliação médica rápida.

Também é necessário procurar atendimento imediato diante de secreção purulenta ou abertura da ferida, ausência de funcionamento de uma ostomia associada a dor e distensão ou mudança importante na coloração do estoma. Esses sinais podem indicar complicações que precisam de investigação sem aguardar a consulta de rotina.

Reconhecer precocemente alterações após a colectomia permite investigar complicações como infecção, obstrução ou falha da anastomose antes que o quadro progrida. A orientação fornecida pela equipe na alta deve ser seguida sempre que houver dúvida sobre a gravidade de um sintoma.

Como é a vida após a colectomia?

Após a colectomia, a rotina é retomada progressivamente, conforme a extensão da cirurgia, o segmento retirado e a doença tratada. Alterações do hábito intestinal podem ocorrer, principalmente no início, e os cuidados de longo prazo são definidos de acordo com a evolução de cada paciente.

Colonoscopia de vigilância

Nos pacientes operados por câncer colorretal, a colonoscopia integra o acompanhamento após o tratamento. Quando o cólon foi adequadamente avaliado no período perioperatório, o primeiro exame de vigilância costuma ser realizado cerca de um ano depois da cirurgia, com novos intervalos definidos conforme os achados.

O objetivo é avaliar o cólon remanescente e identificar pólipos, novas lesões ou outras alterações que exijam acompanhamento. A colonoscopia faz parte de um seguimento mais amplo, que também pode envolver consultas, exames laboratoriais e métodos de imagem, conforme o estágio e as características do tumor.

Qualidade de vida e alimentação

Nas primeiras semanas, mudanças na frequência e na consistência das evacuações podem exigir adaptações na alimentação. Hidratação adequada, ingestão nutricional suficiente e reintrodução progressiva dos alimentos ajudam a observar como o intestino responde à nova anatomia.

Com a adaptação, a dieta pode ser ampliada de acordo com a tolerância individual. Não existe uma alimentação restritiva única para todos os pacientes, e sintomas persistentes, perda de peso ou dificuldade para manter uma ingestão adequada justificam acompanhamento nutricional específico.

A extensão da colectomia também interfere nesse processo. Quanto maior for o segmento retirado, mais perceptíveis podem ser algumas mudanças no trânsito intestinal, embora a evolução dependa igualmente do tipo de reconstrução, da doença de base e das características individuais.

Vida com ostomia

Quando há uma ostomia temporária ou definitiva, a adaptação inclui cuidados com o estoma, escolha e troca da bolsa coletora, proteção da pele e atenção à hidratação, especialmente nas ileostomias. A orientação de enfermagem especializada ajuda a incorporar esses cuidados à rotina.

Atividades profissionais, sociais e físicas podem ser retomadas progressivamente após a recuperação e a liberação da equipe. Nos estomas temporários, o acompanhamento também permite avaliar posteriormente se existem condições clínicas e anatômicas para a reconstrução do trânsito intestinal.

O acompanhamento após a cirurgia é necessário tanto para avaliar a adaptação intestinal quanto para definir a vigilância relacionada à doença que motivou o procedimento. Uma consulta com Dr. Carlos Obregon permite revisar a evolução pós-operatória e estabelecer os cuidados indicados para cada etapa da recuperação.

Acompanhamento após a cirurgia com o Dr. Carlos Obregon em São Paulo

Avaliação com o cirurgião do aparelho digestivo

A colectomia por videolaparoscopia permite retirar segmentos específicos do cólon por pequenas incisões e, em pacientes selecionados, pode favorecer uma recuperação mais rápida em comparação à cirurgia aberta. A escolha da via depende da doença, da extensão da ressecção e das condições clínicas.

Nos casos de câncer, o planejamento também considera princípios oncológicos, como a extensão adequada da retirada, a avaliação dos linfonodos e a margem de segurança na cirurgia de câncer do intestino. Esses critérios são definidos conforme a localização e as características do tumor.

Dr. Carlos Obregon é cirurgião geral e cirurgião do aparelho digestivo, formado em Medicina pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com Residência Médica em Cirurgia Geral e em Cirurgia do Aparelho Digestivo pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

Sua avaliação considera o diagnóstico, os exames, a anatomia e as possibilidades de abordagem minimamente invasiva para definir o planejamento cirúrgico e orientar o paciente sobre preparo, técnica, reconstrução intestinal e recuperação.

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A avaliação individual permite compreender qual tipo de cirurgia está indicado, quais alternativas técnicas podem ser consideradas e como será organizado o acompanhamento antes e depois do procedimento.

Consulte o Dr. Carlos Obregon para esclarecer as etapas da colectomia e receber uma orientação cirúrgica adequada ao seu caso.

As informações fornecidas neste texto são apenas para fins informativos e educacionais e não substituem a consulta médica. Sempre procure orientação médica para diagnóstico e tratamento adequados.​​

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Conteúdo atualizado em 2026.

Carlos de Almeida Obregon I Cirurgia do Aparelho Digestivo I CRM-SP 177864 I RQE 107012 I RQE 107013

FAQ – Dúvidas frequentes sobre colectomia: tipos, técnicas e recuperação

1. Toda colectomia resulta em ostomia (bolsinha)?

Não. A cirurgia pode terminar com reconexão intestinal ou ostomia, conforme a segurança da anastomose, a doença tratada e as condições encontradas durante a cirurgia.

2. Quanto tempo dura a cirurgia de colectomia laparoscópica?

A duração varia conforme a extensão da cirurgia, a anatomia, a complexidade do caso e os achados intraoperatórios. A equipe estima o tempo durante o planejamento pré-operatório.

3. Posso fazer colectomia laparoscópica mesmo com câncer?

Sim, em casos selecionados. A laparoscopia é uma via consolidada no câncer colorretal e pode oferecer resultados oncológicos comparáveis à cirurgia aberta quando os princípios oncológicos são respeitados.

4. A colectomia cura o câncer colorretal definitivamente?

A cirurgia pode ter intenção curativa quando permite a retirada completa do tumor, mas não garante cura definitiva. O prognóstico depende do estágio da doença e alguns pacientes precisam de tratamento complementar.

5. Qual a diferença entre colectomia e sigmoidectomia?

A sigmoidectomia é uma forma de colectomia destinada à retirada do cólon sigmoide. Colectomia é o termo mais amplo para a remoção de uma parte ou da totalidade do cólon.

6. Colectomia é a mesma coisa que cirurgia do intestino?

Não, por ser uma cirurgia realizada no cólon. “Cirurgia do intestino” é um termo mais amplo e também pode abranger procedimentos no intestino delgado e no reto.

7. Quanto tempo fico internado após uma colectomia laparoscópica?

Estudos com protocolos de recuperação acelerada descrevem internações em torno de 3 a 5 dias em casos eletivos. O período varia conforme a evolução clínica e eventuais complicações.

8. Qual a dieta após a colectomia nas primeiras semanas?

A alimentação é retomada conforme a tolerância e o protocolo da equipe. Após a cirurgia, consistência e variedade dos alimentos são ampliadas progressivamente conforme a resposta intestinal.

9. A colectomia robótica é melhor que a laparoscópica para o câncer?

Não necessariamente. A cirurgia robótica e a laparoscópica podem ter resultados oncológicos comparáveis. A escolha depende da anatomia, da complexidade, da experiência da equipe e da tecnologia disponível.

10. Quando posso voltar ao trabalho após a colectomia?

O retorno depende da extensão do procedimento, da cicatrização e das exigências da atividade profissional. Trabalhos leves costumam ser retomados antes de atividades que exigem esforço físico.

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